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Software AG começa no Brasil a era da representação direta

Após recente decisão da corte norte-americana de encerrar o acordo com a Consist de representante único, CEO da empresa vem ao Brasil para conversar com clientes.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

27 de fevereiro de 2008 - 16h30
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Há alguns dias, a corte norte-americana em Nova York decretou o fim do acordo de exclusividade da Consist com a Software AG, até então a única representante dos produtos localmente. Sem perder tempo, o CEO da Software AG, Karl-Heinz Streibich, veio ao Brasil para começar um novo momento para a empresa: o da representação direta com os clientes.

Desde dezembro do ano passado, a Software AG, fornecedora de sistemas de infra-estrutura, enfrenta um conflito judicial com a Consist. Agora, apesar de ser possível à representante recorrer, a Software AG começa a executar no Brasil a estratégia que já está em prática em outros países entre os 70 que a companhia está presente. “A manutenção dos equipamentos agora é única e exclusivamente feita por nós”, explica o CEO.

Streibich fará visitas a clientes em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, para começar a entender as operações locais – já que a Consist se nega a fornecedor informações as empresas que já fazem parte da carteira de clientes. “Acreditamos que são cerca de 200”, estima o CEO.

Mesmo sem essa informação, a companhia estima que mundialmente vai crescer entre 22% e 25% (em 2007 obteve receita de 910 milhões de dólares) e que o Brasil vai contribuir com entre 20 milhões de dólares e 30 milhões de dólares. “Até 2010, no entanto, acreditamos que esse número vai subir para 100 milhões de dólares no País”, estima.

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A princípio, as operações próprias da organização terão 50 funcionários, contra cerca de 400 que hoje possui a Consist. A equipe vai ser crescer aos poucos. Por enquanto, a empresa não conta nem com um country manager no País. Há aproximadamente três meses, o executivo apresentado deixou o cargo. “Agora realmente não teremos um nome. A idéia é esperar até que haja uma pessoa que realmente conheça os clientes, os produtos, a estrutura da empresa e isso pode levar até três anos, o que significa que em médio prazo não será anunciado ninguém”, explica Streibich.

Apesar do momento tumultuado, a companhia faz questão de reforçar sua estratégia de atuar com arquitetura orientada a serviços (SOA). “A nova onda é de SOA e governança corporativa, automação de processos, integração e modernização de sistemas”, aposta. E o Brasil, para a companhia, deve continuar importante para o resultado. “Hoje o país está em terceiro lugar, antecedido apenas de Estados Unidos e Espanha e por isso estão programados investimentos em São Paulo, Salvador e Brasília”, relata.

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