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Negócios

Java é cada vez mais ameaçada por novos métodos de desenvolvimento

Por Computerworld

28 de fevereiro de 2008 - 07h15
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Mesmo confrontada com maior concorrência de congêneres de .Net, Java está longe do fim de sua vida útil, conclui o relatório da Info-Tech. A plataforma tem aliados incrivelmente fortes e imensa base de código. Assim como há instalações que tendem obrigatoriamente a código Cobol legado, eles vão tender obrigatoriamente a muito código Java no futuro. ”Java não vai desaparecer”, sentencia Goodall. 


O criador da metodologia Rails, David Heinemeier Hansson, também compara Java a Cobol. “Acho que Java ainda é relevante no sentido de que as linguagens nunca morrem. Haverá sistemas rodando em Java daqui a 20 anos”, justifica, “assim como ainda existem muitos sistemas Cobol”, diz.

Novos frameworks ganham tração entre desenvolvedores

“Ruby, PHP, Python e plataformas similares, definitivamente, abocanharam uma grande parcela dos brilhantes profissionais de Java”, afirma Hansson. “Temos um grande ‘eleitorado’ de usuários Rails que são refugiados de Java”, conta. 

Novos frameworks, como PHP e Ruby on Rails, “apropriaram-se de uma vasta extensão do território que antes pertencia a Java e .Net”, revela Tim Bray, diretor de tecnologias Web da Sun, enfatizando que .Net tem o mesmo problema. “Absolutamente não acredito, com base no que vejo, que .Net ainda usufrua o mesmo tipo de crescimento que alcançou durante alguns anos a partir de fins da década de 90. Tudo indica que, embora  Java não apresente o crescimento ‘mais quente’, ainda é o maior ecossistema único que existe”, acrescenta.

.Net também é ameaçada por novos frameworks, concorda Hansson, mas parece estar roubando mindshare (a marca que vem à cabeça) de Java em instalações predispostas a usar tecnologia Microsoft.

Segundo um gerente de programa de uma agência governamental que pediu anonimato, soluções como o Adobe Flex e produtos Microsoft estão proporcionando alternativas a Java. “No lado do servidor, Java sempre terá um espaço para alinhavar as coisas e personalizar, mas, para disponibilizar rapidamente boas aplicações que possam ser mantidas, vejo outras ferramentas começando a assumir esse espaço”, diz ele.

Sun vislumbra um mundo onde Java talvez não reine

Na Sun, o CEO Jonathan Schwartz continua sendo um defensor convicto de Java, mas reconhece que não é a única linguagem no páreo atualmente. Na conferência SugarCon 2008 para usuários do SugarCRM, no início deste mês, Schwartz falou sobre o projeto Da Vinci Machine para ampliar a JVM de forma a acomodar outras linguagens. “A intenção é dizer, 'Olha, Java é uma linguagem, não é um martelo para todos os pregos. Acontece que é um martelo realmente bom’.”

Bray admite que a linguagem Java “está começando a ficar um pouco tediosa para os jovens agitadores da comunidade”. Ele considera a linguagem Java “substituível, mas argumenta que a plataforma Java – JVM, API e bibliotecas – veio para ficar. JVM é “insanamente popular” e é consenso que as bibliotecas são praticamente as melhores que existem, explica Brian..

Na expectativa de um mundo menos centrado em Java, a Sun está arregaçando as mangas para abraçar as novas tecnologias. Um bom exemplo é a iniciativa  JRuby para possibilitar que Ruby execute aplicações Rails na plataforma Java, diz Bray. Enquanto isso, existe trabalho em andamento para aprimorar a linguagem Java com closures e outras funcionalidades. (Closures permitem que porções de código sejam passadas e utilizadas em outro lugar sem a necessidade de declarar uma sub-rotina.)

Hansson, criador do Rails, concorda com o rumo que a Sun está tomando. Para ele, a mentalidade “Java é a resposta, qual era mesmo a pergunta?” já não existe. “Até a Sun percebe isso agora, o que considero saudável. Há muitos domínios nos quais Java é um ambiente pesado e desajeitado demais”, finaliza.

Opinião do Leitor [7 comentários]

Independencia de Fornecedor

Acredito que a importância na qual o software foi implementado esta ficando cada vez mais relegado a um segundo plano nas organizações. Metodologia e frameworks como SOA/SOMA (Arquitetura Orientada a Serviços) aliadas ou não à utilização de ferramentas de BPM(Business Process Model)como IBM WebShpere Modeling , Oracle BEA entre outras, estão ganhando forças nas organizações devido alinhar IT com o Business da Organização. Essas novas metodologias, criam uma abstração e baixo acoplamento entre o codigo (java/.net/cobol,etc..) e o que as área de negocios realmente precisam, sendo que os Webservices podem tornar-se a principal via de conexão entre esses mundos, expondo interfaces de negocios de granularidade adequada a resolução de um ou uma série de problemas por meio da chamada via webservices destes serviços capazes de criar COMPOSITES ou ORQUESTRAÇÃO dos serviços de granularidade menos.
Neste cenário, a linguagem de implementação não é relevante mas sim um bom trabalho de engenharia de software capaz de prover componentes realmente reutilizaveis.
Paulo - 11 Mai 2009, 15h12

Tendencioso

Creio que a materia esta um pouco tendênciosa, pois na prática no no dia a dias das coorporações brasileiras, o que vemos é o contrario, as empresas estão tendendo a em termos de linguagem não ficarem amarradas a fabricantes e proprietarias, e o java esta almentando em relação ao .NET, podem ver os governos, e até pequenas empresas, e todas os contras que foram citados em relação a java, também podem ser aplicados a .NET, como ficar tedioso etc, o java é mais flexivel e aberto que .NET, sem contar a abundancia de fornecedores de produtos e servidores, não ficando na mão de apenas, um fornecedor, como o .NET, por exemplo vc pode usar, weblogic, e websphere, servidores diferentes que falam a mesma lingua.
sandor rogerio - 31 Mar 2008, 15h58

ótima matéria

Excelente matéria, abordou um assunto polêmico com argumentos sérios e honestos, apontando os benefícios e as dificuldades de cada plataforma.

É assim que se fala de tecnologia, sem favorecer fabricantes!
Vilmar - 25 Mar 2008, 15h58
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