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Linux para o mercado SMB: lento, sólido ou ambos?

Por Linuxworld

03 de março de 2008 - 07h10
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De acordo com Ellen Libenson, vice-presidente de gerenciamento de produto da Symark, que oferece soluções de gerenciamento de senha e usuário para ambientes Unix e Linux, um dos fatores de custo importantes a favor do Linux nas SMBs é ser implementado, normalmente, em hardware commodity que elas podem adquirir ou trocar em uma loja de informática local.

“Os custos de manutenção iniciais e contínuos são muito razoáveis em comparação a hardware proprietário”, diz Libenson. “O que se tornou uma nova e importante tendência é a maturidade do processo de instalação e configuração”, acrescenta.
 
Montar uma rede baseada em Linux costumava ser um esforço de configuração. Entretanto, a maioria das distribuições de servidor Linux agora inclui funcionalidade de implementação e gerenciamento que as transformam em acréscimos lógicos à rede baseada em Microsoft de uma SMB.

Gerald Carter, da Likewise Software, tem um tutorial popular na LinuxWorld Conference & Expo que ensina a integrar novos servidores Linux em um ambiente Microsoft Active Directory. Agora, um produto Likewise open source, o Likewise Open, foi integrado a várias distribuições Linux populares, tornando mais fácil incorporar um servidor Linux a um ambiente Active Directory existente.

Outros dados de pesquisas
Alguns acham que a incursão do Linux e de open source no espaço SMB não é tão sólida quanto pode parecer. Outra empresa de pesquisa de TI, The 451 Group, descobriu que isso ainda vai demorar um pouco para acontecer de fato.
 
De acordo com o estudo, o segmento SMB é responsável por menos de 50% da receita de quase três quartos dos fornecedores de open source. Metade dos fornecedores acredita que o segmento SMB contribuirá para um crescimento significativo do seu negócio no futuro e para cerca de um terço isso não acontecerá.
 
A pesquisa do The 451 Group revela ainda que o domínio da Microsoft no mercado SMB é uma barreira expressiva para muitos fornecedores de software open source que tentam se infiltrar nele, e é improvável que qualquer mudança ocorra em breve.

Produtos Windows e Office, por exemplo, são suportados por um leque respeitável de profissionais com certificação MCSE (Microsoft Certified Systems Engineer). Em contrapartida, os profissionais com certificação em open source para a comunidade SMB são escassos.
 
O levantamento do The 451 Group aponta que as áreas mais amadurecidas de adoção de código aberto no nicho SMB serão aquelas com menor domínio da Microsoft.
 
Será difícil enfraquecer a influência da Microsoft na América do Norte, mas na Ásia, Europa, Índia, América do Sul e em outras regiões o crescimento de Linux e de software open source deverá ser rápido, alimentado por diretrizes e preferências governamentais e comerciais locais”, diz Jay Lyman, analista do The 451 Group, em um comunicado divulgado junto com a pesquisa.

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Ainda assim, persiste o paradigma de que o Linux veio para ficar e que as pequenas e médias empresas são a próxima grande mina de ouro. Este paradigma já existe há alguns anos e mais cedo ou mais tarde o Linux será parte integrante da infra-estrutura de TI das SMBs.
 
“O código aberto é uma tendência do mundo de TI: resistência é fútil”, afirma Roberts, da Vyatta. “Em algum momento, você será assimilado. É difícil dizer se acontecerá em 3, 5 anos ou mesmo 10 ou 20 anos, mas a tendência, definitivamente, é essa”, decreta.

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