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Cisco Brasil superou meta de vendas em 10%, mesmo com Operação Persona

Em 1ª entrevista após escândalo, presidente da subsidiária brasileira diz que filial cresceu mais que o dobro da média do grupo.

Por Taís Fuoco, editora do Computerworld

05 de março de 2008 - 15h30
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As investigações da Operação Persona - deflagrada pela Polícia e Receita Federal em outubro do ano passado para investigar suposto esquema de importação fraudulenta - não impediram que a Cisco superasse as metas de vendas e crescesse mais no Brasil que a média do grupo americano de equipamentos de rede.

A afirmação foi feita nesta quarta-feira (05/03) pelo presidente da subsidiária brasileira, Pedro Ripper, em sua primeira aparição pública depois dos escândalos que atingiram a Cisco e a distribuidora Mude. Ripper chegou a ser detido no dia 16 de outubro do ano passado, quando a operação veio a público, junto a outros executivos da companhia - mas foi liberado dias depois.

O único executivo da Cisco que permaneceu preso e segue respondendo processo junto à Polícia Federal e ao Ministério Público é Carlos Carnevali, responsável por trazer a Cisco ao Brasil em 1994 e que prestava uma espécie de consultoria junto à corporação. Carnevali foi demitido e seu filho, Carlos Carnevali Júnior, que era diretor de vendas, decidiu deixar a empresa.

Ripper esclareceu que "existe um processo de investigação em andamento que corre em segredo de Justiça" e que, por isso, não poderia dar informações específicas sobre ela. Ele ressaltou, entretanto, que o Brasil continua sendo um País muito importante para a companhia americana. "Tenho muita satisfação em dizer que o Brasil cresceu mais que o dobro da média do grupo no primeiro semestre fiscal", encerrado em dezembro, disse ele.

Ripper adicionou que as vendas ficaram 10% acima da meta para o semestre, "com boas perspectivas para o segundo semestre", que começou em janeiro. Os números absolutos, no entanto, não são revelados.

Ripper participou de coletiva de imprensa para divulgar o Barômetro Cisco de Banda Larga do ano 2007. Segundo ele, "o mercado reagiu bem" às notícias divulgadas sobre a Operação Persona. Além disso, o próprio crescimento da banda larga no País também contribuiu para os bons resultados da empresa, acrescentou.

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