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Brasil deve invesitr em microeletrônica e nanotecnologia para competir

Especialista da FIEP do Paraná diz que o segmento de microeletrônica está em expansão e, em 2007, sem contar o setor de software, faturou 112 bilhões de reais.

Por Redação do COMPUTERWORLD

06 de março de 2008 - 13h40
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O engenheiro Sérgio Bampi, diretor técnico do Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec),afirma que a indústria eletrônica brasileira deve inovar e investir em projetos de microeletrônica e nanotecnologia para se tornar competitiva no mercado mundial. “O Brasil precisa acompanhar a evolução tecnológica, produzir propriedade intelectual e incentivar empresas a dominarem a nanotecnologia”, disse ele.

“O Paraná é inovador e a FIEP dará atenção à inovação e empreendedorismo e fará a interface da indústria com os centros de pesquisa”, afirmou o presidente da FIEP, Rodrigo da Rocha Loures. Segundo Loures, a FIEP tem interesse em fomentar pesquisas de inovação e uma parceria com o Ceitec, com sede em Porto Alegre, poderia impulsionar o desenvolvimento do Paraná.

A indústria eletroeletrônica é um segmento em expansão. Segundo dados do Departamento Econômico da FIEP, no Paraná existem 150 indústrias de eletrônica e comunicações com faturamento de 2,8% do total das vendas do estado.

Segundo Bampi, no ano passado a indústria eletrônica brasileira, sem considerar o setor de software, faturou 112 bilhões de reais, 10% a mais que no ano anterior. Entretanto, a produção nacional deixa a desejar.

Ele explicou que a evolução na nanotecnologia criou novas maneiras de desenvolver produtos, criando uma pressão na indústria nacional. “Quem não tem know how, dificilmente conseguirá desenvolver produtos competitivos. Se o Brasil não inovar com produtos próprios e não investir em nanotecnologia será um país importador e perderá competitividade no mercado.

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O executivo argumenta que no início da década de 90 muitas empresas fecharam por não conseguirem acompanhar as mudanças tecnológicas. Ele afirma ainda que até o final dos anos 80 o Brasil faturava de 300 a 400 milhões de dólares por ano com a venda de chips. Hoje, no entanto, não há empresa que produza chips e o país gasta 4 bilhões de dólares na importação do produto.

O profissional defendeu os investimentos durante a palestra "A Indústria Eletrônica no Brasil: O papel da Inovação em Microeletrônica e Nanotecnologia e o Ceitec", promovida pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP).

Com informações da Agência CNI

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