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Cyberlynxx busca investidores e mira em ser tornar uma três melhores exportadoras do Brasil

Sob o comando de Marcelo Astrachan (ex-Accenture, CPM e Altran), companhia prepara IPO para final de 2009 e planeja adquirir duas empresas para crescer de maneira inorgânica.

Por Por Denise Sammarone, da ChannelWorld

06 de março de 2008 - 08h45
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"Queremos ser uma empresa de US$ 500 milhões. Melhor. Queremos ser a Gerdau do setor de Tecnologia da Informação", afirma Marcelo Astrachan, novo presidente da Cyberlynxx, integradora de TI, que faturou R$ 20 milhões, em 2007, e projeta uma receita de R$ 30 milhões para 2008 e entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões, em 2009.

A meta por detrás do discurso positivista do executivo, que adquiriu no final de 2007 uma parte das ações da integradora (algo em torno de 15% a 30%) e fez escola na Accenture, na CPM e na Altran, é transformar a companhia em uma das três melhores exportadoras de software do País. "Mas não vamos aproveitar o vácuo e nem as metodologias de body shop (mão-de-obra profissional) e full outsourcing (terceirização completa) das indianas", afirma o executivo, criticando o modelo adotado pelas demais exportadoras brasileiras, e completando: "Vamos investir na especialização dos serviços em mini-fábricas de software".

Na prática os primeiros passos estão em curso. "Estamos buscando aporte financeiro junto às principais companhias de investimentos (private equaty) que operam no Brasil", afirma o Astracha, que espera que o anúncio seja feito ainda este mês.

Com a injeção financeira (ainda sem valor definido), o CEO mira no crescimento inorgânico, por meio da aquisição de, no mínimo, duas empresas de TI. "Elas devem ser especialistas nas tecnologias SOA (service oriented architecture, do inglês para arquitetura orientada a serviços) e Business Intelligence (sistema de inteligência de negócio).

Para ser sua base internacional de exportação, a companhia estuda a parceria com empresas internacionais nos Estados Unidos e na Europa. "Ainda não temos nenhum negócio fechado. Mas posso adiantar que estamos negociando com algumas empresas, entre elas, a Perrot Systems", revela o Astrachan, que ressalta que, para sair de zero para 10% no índice de participação das exportações no resultado, a integradora vai mesmo apostar no P2P (partner to partner, do inglês para negócios entre parceiros), e complementa: "A montagem de um escritório internacional, está atrelada a contratos sólidos de no mínimo um ano de duração".

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