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IDC aponta armazenagem de dados como um desafio para corporações

Instituto atualiza pesquisa sobre universo digital e descobre que este é maior e crescerá mais rápido que o previsto em março do ano passado. Em 2011, quantidade de dados armazenados será dez vezes maior que em 2006.

Por Por Computerworld

11 de março de 2008 - 10h30
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A IDC acaba de divulgar a versão 2008 do estudo “The Diverse and Exploding Digital Universe”. Patrocinada pela EMC, a pesquisa aponta que o crescimento dos dados armazenados será maior e mais rápido que o previsto no ano passado, e indica alguns desafios para o mercado corporativo.

O estudo aponta que, em 2007, o universo digital tinha 281 exabytes ou 281 bilhões de gigabytes, o que representa um volume 10% maior que o previsto no ano anterior. Mais que isso, o estudo diz que, até 2011, este volume será dez vezes maior que o registrado em 2006. Pela primeira vez na história, o volume de dados criados, capturados ou replicados em 2007 excedeu a capacidade de armazenamento existente, o que levou à previsão de que, em 2011, cerca de 50% do chamado universo digital não terá endereço fixo.

Com a explosão, aumenta o tamanho e a complexidade dos dados com os quais as empresas terão que lidar daqui para frente o que, segundo a IDC, representará três desafios:

1) As empresas terão que transformar as relações que mantêm hoje com suas unidades de negócios. Isso significa contar com os profissionais certos na organização para criar, armazenar, reter, dispor e garantir a segurança das informações para toda a empresa, lembrando que lidar com o universo digital não será apenas uma questão técnica.

2) Estas companhias terão que reforçar o desenvolvimento de políticas internas para governança da informação, prevendo itens como: segurança da informação, retenção da informação, acesso a dados e conformidade.

3) Também será necessária a criação de novas ferramentas e padrões organizacionais – incluindo otimização de storage, pesquisa de dados não estruturados e análise de bancos de dados – que permitam a virtualização de recursos de gerenciamento e segurança. Tudo isso será necessário para tornar a infra-estrutura de informação o mais flexível, adaptável e escalável possível.

O estudo ressalta que existem hoje diversas ferramentas disponíveis – das tecnologias Web 2.0 e drives com terabytes de capacidade aos softwares de pesquisa de dados não estruturados e Web semântica – que podem facilitar a missão. “Fazendo do modo correto, o crescimento da informação pode ser transformado em crescimento econômico”, diz o documento.

De todo modo, os desafios não são simples. O estudo aponta que, enquanto mais de 70% do conteúdo digital existente no mundo é criado, capturado ou replicado por indivíduos – usuários e trabalhadores que passam longe dos data centers – as corporações têm responsabilidade por 85% deste conteúdo.

“A responsabilidade das empresas talvez seja compreendida pelas áreas jurídica, de relações com investidores, CEOs e especialistas em relações públicas, mas os técnicos responsáveis pelos data centers não estão equipados para traduzir esta compreensão em políticas, estratégias de armazenamento ou práticas de segurança da informação”, provoca o estudo.

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