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ISO altera regras do processo de padronização do OOXML
Regras foram mudadas às pressas a fim de cumprir o prazo de cinco dias para discutir as preocupações com a especificação. Votação final acontecerá em um mês
Por Redação do COMPUTERWORLD
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Representantes da ISO empenhados em padronizar o Open Office XML criaram novas regras às pressas porque não conseguiram discutir aproximadamente 80% das 1,1 mil disposições sobre o formato de documento durante a reunião de cinco dias em Genebra.
Os representantes de 32 delegações nacionais presentes ao Ballot Resolution Meeting (encontro para resolução de votação) promovido pela ISO decidiram abandonar a necessária análise individual de 900 dos 1,1 mil comentários – ou disposições – para o OOXML que foram encaminhados. Tais comentários foram submetidos como parte da votação preliminar da ISO em 2 de setembro, cujo resultado foi contrário ao formato de documento desenvolvido pela Microsoft e aprovado pela ECMA. Os representantes aprovaram as mudanças sugeridas.
A iniciativa foi um desvio significativo das regras da ISO/BRM, que ditam que cada disposição apresentada tem que ser analisada e um consenso alcançado em torno de uma resolução. O objetivo do BRM é que órgãos nacionais resolvam suas diferenças quanto à especificação e cheguem a um consenso. O processo do BRM permite que órgãos nacionais de padronização discutam as questões a fim de poder avaliar e, potencialmente, reconsiderar os votos dados no dia 2 de setembro.
No BRM, porém, não é feita a votação final sobre a padronização do OOXML, chamado de DIS 29500 na ISO. Os representantes têm até 30 de março para dar seus votos decisivos. “Trabalho em padrões há 25 anos e nunca participei de um BRM como esse”, revela Frank Farance, chefe da delegação norte-americana. “Fizemos um bom progresso em 20%, mas praticamente tudo que conseguimos aprovar esta semana precisava de revisão, por isso é muito provável que os outros 80% teriam exigido algum grau de edição.”
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“Uma série de regras foram criadas às pressas”, diz Farance, quando os delegados perceberam que estavam no meio da semana e apenas 20% da tarefa havia sido concluída. “Conseguimos corrigir algumas coisas, mas era mais ou menos como pôr um dedo em um dique e depois ver outro buraco e mais outro.”
Em outros BRMs, conta Farance, 100% dos comentários foram analisados e resolvidos. O ISO Fast Track (“tramitação rápida”) para o OOXML pedia um BRM de cinco dias para a especificação contendo 6 mil páginas. Representantes da Microsoft contestaram que os comentários não tenham sido vistos antes ou analisados por órgãos nacionais ou pela ECMA, que propôs respostas para os comentários em dezembro e janeiro.
Antes do BRM, a Microsoft e a ECMA tiveram a oportunidade de responder a perguntas específicas contidas nas disposições encaminhadas aos membros votantes da ISO.
Entretanto, embora a ECMA tenha resolvido algumas preocupações, de acordo com as regras da ISO nenhuma mudança na especificação pode ser feita até ser aprovada no BRM.
“As discussões que aconteceram esta semana foram sobre as questões que mais interessam aos órgãos nacionais, questões notáveis. Eu não estava na sala, mas soube que foram discussões substanciais e que muitas mudanças foram feitas”, afirma Tom Robertson, gerente geral para interoperabilidade e padrões na Microsoft.
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