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Entrevista: executivo do Google fala sobre a concorrência em software como serviço
Matthew Glotzbach, diretor de gerenciamento de produtos do Google Enterprise, fala do Google Apps e da concorrência com SAP, Oracle e Microsoft.
Por Computerworld, EUA
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Matthew Glotzbach, diretor de gerenciamento de produtos do Google Enterprise, reconhece que os usuários corporativos ainda precisam se sentir mais confortáveis com a entrega de aplicativos hospedados, antes que eles se tornem realidade de fato.
O executivo conversou com o Computerworld durante a AIIM International Conference, na semana passada, e falou sobre as recentes ofertas de software como serviço do Google Apps e como a companhia planeja competir com tradicionais fornecedores de aplicativos, como Oracle e SAP e novas ofertas hospedadas que vem sendo feitas por empresas como a Microsoft.
Computerworld: Os gerentes de TI corporativa estão prontos para confiar seus dados a aplicativos hospedados?
Matthew Glotzbach: Nós temos centenas de milhões de usuários que nos confiam seus dados, seja na área de pesquisa, no Gmail ou em informações de cartões de crédito. É fácil acreditar que nossos sistemas para gerenciamento e armazenamento de dados estão se tornando seguros, ou em muitos casos mais seguros que a média dos sistemas corporativos. Este é mais um argumento emocional que outra coisa, mas estamos destruindo rapidamente o mito de que aplicações baseadas em nuvens, ou em serviços, são versões simplificadas dos aplicativos tradicionais. Porque estes aplicativos estão integrados em uma nuvem, eles facilitam um tipo de colaboração e compartilhamento que seriam impossíveis em aplicativos tradicionais.
CW: Como vocês esperam convencer usuários de software tradicional a considerar aplicativos hospedados?
MG: Aplicativos baseados em nuvens são construídos de forma diferente. Entre seus benefícios estão a constante manutenção, suporte e atualização, e não há várias versões. Vocês não está na versão 1 ou 2, já que há constantes atualizações. Sob a perspectiva de TI de uma grande corporação, trata-se de menos custos associados e menos discussão. É difícil estar atualizado com a última versão dos aplicativos e os produtos são tã customizados que atualizá-los para novas versões é praticamente impossível. Isso é uma coisa que temos ouvido muito.
Há algumas coisas que você pode fazer em um modelo de nuvem que você não pode fazer com softwares tradicionais. Na frente de e-mail, nós damos 25 GB de armazenamento para nossos usuários de negócios e 6 GB para os usuários domésticos. Isto é algo que não se pode fazer com o Lotus Notes ou o Microsoft Exchange.
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CW: Por que os aplicativos hospedados não são largamente utilizados nas grandes organizações atualmente?
O que há no pensamento dos departamentos de TI que têm seus
aplicativos rodando internamente é que eles podem ver os servidores e
controlá-los. Quando nos movemos para um modelo de nuvem, isso não acontece,
você não pode ver o servidor que está hospedando seus dados. O Google é uma das
marcas globais mais fortes, mas as pessoas nos vêm como voltados aos usuários
domésticos. Um desafio que temos é construir credibilidade corporativa
CW: Como o Google
está lidando com este desafio?
MG: O trabalho de nosso grupo é aprender com o consumidor e aplicar isso nas empresas. É um mito que o usuário corporativo é fundamentalmente diferente do doméstico. Todos os usuários são apenas pessoas. Os usuários que desenvolvem nossos produtos são as mesmas pessoas da área de TI de que estamos falando agora.
Do ponto de vista do usuário, nós vemos 90% de consistência
entre as versões corporativas e domésticas de nossos aplicativos, e esta é
nossa proposta. Nós aprendemos muito com os consumidores e tentamos aplicar
esta simplicidade e facilidade de uso. A dimensão corporativa gira em torno de
controles administrativos. Isso faz com que nossos aplicativos estejam
organizacionalmente prontos. Nós podemos colocar proteções que garantam que
você não compartilhe dados externos, e há APIs que se integram com sistemas de
diretório.
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