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Entrevista: executivo do Google fala sobre a concorrência em software como serviço
Por Computerworld, EUA
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CW: Como as redes
sociais e a Web 2.0 afetam os aplicativos hospedados?
MG: As redes sociais estão encontrando sua casa nas corporações. Não se trata de menosprezar o Facebook, o MySpace ou nossa própria rede social. Mas quando você pensa em trabalho e negócios, estamos falando de rede, de quem você conhece e com quem você está conectado. A existência de uma rede social e o nível desta rede são as chaves para aplicativos em nuvens.
CW: Qual é a estratégia para a rede social do Google?
MG: Nossas iniciativas sociais abertas estão de fato no mapa social. Para nós, a primeira encarnação de redes sociais está hoje embutida em mais e mais lugares como calendários, planilhas e aplicativos. A nuvem facilita esta funcionalidade. Como estamos nos movendo de um mundo desconectado para outro, conectado e baseado em nuvens, podemos construir aplicativos do zero, e eles serão inerentemente sociais ou colaborativos.
CW: Há planos de o Google Apps comercializar produtos de provedores como Oracle e SAP?
MG: Eu nunca diria nunca, mas eu não nos vejo com competência em planejamento de recursos corporativos, finanças ou CRM. Eu não nos vejo indo necessariamente nesta direção.
CW: Você se preocupa com o fato de a Microsoft ter colocado o Google Apps em sua mira, quando anunciou uma nova oferta hospedada?
MG: Eu não acordo todos os dias pensando no que farei para bater a Microsoft. Obviamente eles são nossos concorrentes e são dominantes no espaço de produtividade em escritórios. Nós os vemos no mercado – não vê-los seria ingenuidade – mas não fazemos deles nosso foco. É um campo muito grande, mas há muitos jogadores: Google, Microsoft, IBM e start-ups.
CW: O Google está melhor posicionado neste mercado do que a Microsoft?
MG: Nossa vantagem é não ter legado. Não estamos tentando lançar um Exchange hospedado ou um SharePoint hospedado. Este é, provavelmente, um dos grandes desafios da Microsoft e outras empresas. Eles têm 30 anos de um modo tradicional de fazer as coisas. É muito difícil sair deste modelo e começar um novo.
CW: Qual modelo de preço você acha que será utilizado pelos provedores de SaaS?
MG: Eu acho que estamos nos movendo para um modelo de utilidade real. Você só vai pagar por aquilo que utilizar. É claro que deverá haver alguma conexão que você tenha que pagar todos os meses para manter as luzes acesas, mas você só vai pagar por aquilo que utilizar. Eu acho que o software como serviço e os aplicativos em nuvens nos dão esta possibilidade. Eu não vejo razão porque todos os usuários têm que pagar, mas apenas os usuários ativos.
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