Negócios
Fornecedores de bancos de dados Web afirmam não temer a Microsoft
Empresas garantem não temer o SQL Data Services, que a companhia promete lançar no início do ano que vem.
Por Computerworld, EUA
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Os fornecedores de bancos de dados baseados na Web afirmam
não temer a oferta do SQL Server Data Services (SSDS), recentemente anunciada
pela Microsoft.
Segundo eles, seus serviços estão suficientemente estabelecidos, diferente do que ocorre com seu novo concorrente, que só poderá oferecê-lo ao mercado na primeira metade do ano que vem.
Hoje existem mais de uma dúzia de serviços oferecidos neste
setor, que alguns chamam de bancos de dados 2.0 e outros como de Database como serviço.
O foco destas empresas são start-ups focadas na Web, pequenas e médias
empresas, para as quais prometem funcionalidades de bancos de dados a um preço menor
do que os bancos de dados relacionais tradicionais, como o Oracle ou o SQL
Server, e gerenciamento mais simples que o oferecido por bancos de dados open
source, como o MySQL.
O SSDS promete as mesmas funcionalidades e qualidades, além
da integração com produtos e tecnologias Microsoft e, para o bem ou para o mal,
as garantias de segurança e atualização da fabricante. Alguns destes serviços
são fornecidos por empresas tão boas quanto a Microsoft. O SimpleDB e o S3,
oferecidos pela Amazon.com, e o GoogleBase, do Google, são alguns exemplos.
Mas como empresas pequenas e pouco conhecidas podem competir
com a Microsoft? Algumas, como a Intuit, afirmam que já contam com uma grande
base de clientes. A companhia, mais conhecida por seus produtos – Quicken e
QuickBooks – oferece o serviço QuickBase SaaS desde 2000. Eles dizem ter mais
de 225 mil clientes pagantes, incluindo empresas como XM Radio, Google,
JetBlue, Bank of America e Soutwest Airlines.
Apesar disso, seu público-alvo não é exatamente o mesmo. A
Microsoft espera que a base de usuários do SSDS seja formada por
desenvolvedores Web. De acordo com Bill Lucchini, vice-presidente da Intuit
QuickBase, os usuários da companhia tendem a ser profissionais de negócios, sem
perfil técnico, que alugam aplicativos de terceiros.
O QuickBase ajuda seus usuários a “criar dados, formulários,
relatórios, alertas, gerenciar acesso de ususários e mais. Já a oferta da
Microsoft talvez seja interessante para alguns departamentos de TI, mas vai
passar longe de usuários de negócios e consultores que estão pensando no futuro
dos aplicativos SaaS”, diz.
Chris Basham, presidente da Trackvia, concorda. “A única grande necessidade dos bancos de dados hoje é dar a quem não é desenvolvedor um meio fácil de interagir com um banco de dados. E nisso a Trackvia é melhor que qualquer outro produto”, afirma. A companhia entrou em operação no último outono e diz ter dois mil usuários pagantes atualmente.
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Basham afirma que a Trackvia está crescendo graças à sua
interface simples de usar e à sua velocidade, especialmente se estes itens
forem comparados com os dos concorrente4s. A Microsoft diz que o SSDS é tão
fácil de usar quanto, com a vantagem de que agregar mais e mais funcionalidades,
isso porque o produto usa o engine do SQL Server 2008. Mas Basham afirma que
isso não assusta sua companhia, que está perto de atualizar sua interface e
adicionar funcionaliodades relacionais ao produto, “que vai se tornar um
verdadeiro banco de dados relacional”.
Competição comprometida
Enquanto a Microsoft diz estar confiante em sue próximo
lançamento, concorrentes como Pankaj Malviya, CEO da LongJump, diz que sua
habilidade de competição está comprometida.
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