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Fornecedores de bancos de dados Web afirmam não temer a Microsoft

Empresas garantem não temer o SQL Data Services, que a companhia promete lançar no início do ano que vem.

Por Computerworld, EUA

13 de março de 2008 - 09h40
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Os fornecedores de bancos de dados baseados na Web afirmam não temer a oferta do SQL Server Data Services (SSDS), recentemente anunciada pela Microsoft.

Segundo eles, seus serviços estão suficientemente estabelecidos, diferente do que ocorre com seu novo concorrente, que só poderá oferecê-lo ao mercado na primeira metade do ano que vem.

Hoje existem mais de uma dúzia de serviços oferecidos neste setor, que alguns chamam de bancos de dados 2.0 e outros como de Database como serviço.

O foco destas empresas são start-ups focadas na Web, pequenas e médias empresas, para as quais prometem funcionalidades de bancos de dados a um preço menor do que os bancos de dados relacionais tradicionais, como o Oracle ou o SQL Server, e gerenciamento mais simples que o oferecido por bancos de dados open source, como o MySQL.

O SSDS promete as mesmas funcionalidades e qualidades, além da integração com produtos e tecnologias Microsoft e, para o bem ou para o mal, as garantias de segurança e atualização da fabricante. Alguns destes serviços são fornecidos por empresas tão boas quanto a Microsoft. O SimpleDB e o S3, oferecidos pela Amazon.com, e o GoogleBase, do Google, são alguns exemplos.

Mas como empresas pequenas e pouco conhecidas podem competir com a Microsoft? Algumas, como a Intuit, afirmam que já contam com uma grande base de clientes. A companhia, mais conhecida por seus produtos – Quicken e QuickBooks – oferece o serviço QuickBase SaaS desde 2000. Eles dizem ter mais de 225 mil clientes pagantes, incluindo empresas como XM Radio, Google, JetBlue, Bank of America e Soutwest Airlines.

Apesar disso, seu público-alvo não é exatamente o mesmo. A Microsoft espera que a base de usuários do SSDS seja formada por desenvolvedores Web. De acordo com Bill Lucchini, vice-presidente da Intuit QuickBase, os usuários da companhia tendem a ser profissionais de negócios, sem perfil técnico, que alugam aplicativos de terceiros.

O QuickBase ajuda seus usuários a “criar dados, formulários, relatórios, alertas, gerenciar acesso de ususários e mais. Já a oferta da Microsoft talvez seja interessante para alguns departamentos de TI, mas vai passar longe de usuários de negócios e consultores que estão pensando no futuro dos aplicativos SaaS”, diz.

Chris Basham, presidente da Trackvia, concorda. “A única grande necessidade dos bancos de dados hoje é dar a quem não é desenvolvedor um meio fácil de interagir com um banco de dados. E nisso a Trackvia é melhor que qualquer outro produto”, afirma. A companhia entrou em operação no último outono e diz ter dois mil usuários pagantes atualmente.

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Basham afirma que a Trackvia está crescendo graças à sua interface simples de usar e à sua velocidade, especialmente se estes itens forem comparados com os dos concorrente4s. A Microsoft diz que o SSDS é tão fácil de usar quanto, com a vantagem de que agregar mais e mais funcionalidades, isso porque o produto usa o engine do SQL Server 2008. Mas Basham afirma que isso não assusta sua companhia, que está perto de atualizar sua interface e adicionar funcionaliodades relacionais ao produto, “que vai se tornar um verdadeiro banco de dados relacional”.

Competição comprometida
Enquanto a Microsoft diz estar confiante em sue próximo lançamento, concorrentes como Pankaj Malviya, CEO da LongJump, diz que sua habilidade de competição está comprometida.

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