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Uma visão do futuro da TI, segundo o fundador da Microsoft Bill Gates

Fundador da Microsoft acredita que os sistemas do futuro serão mais naturais e capazes de reconhecer objetos e pessoas.

Computerworld, EUA

14 de março de 2008 - 15h30
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O fundador e chairman da Microsoft, Bill Gates, apresentou nesta quinta-feira (13/03) o que considera o futuro da computação. As previsões, que vão integrar o Whole Earth Catalog de tecnologia, dizem que os sistemas computacionais do futuro serão mais naturais e capazes de reconhecer facilmente objetos e pessoas, além de serem completamente customizáveis.

A televisão, por exemplo, será baseada na internet, completamente diferente, customizável e interativa. Gates apresentou suas previsões ao Northern Virginia Technology Council, um grupo de empresas cuja sede fica a poucos metros da Casa Branca.

Um dia antes, quarta-feira (12/02), o fundador da Microsoft participou de uma reunião com o Comitê de Ciência e Tecnologia do governo norte-americano, onde falou temas políticos, como educação, fundos para pesquisa básica, a necessidade de facilitar a entrada de profissionais estrangeiros nos Estados Unidos e outros programas. Na quinta-feira, ele retornou para falar de temas mais familiares.

Um destes temas foi a construção de tecnologia baseada no conceito que ele chama de interface natural do usuário. Gates afirmou que construir estas interfaces é um dos grandes desafios a ser enfrentado no futuro, e um dos que vem sendo subestimados. Apesar disso, são estas interfaces que irão fornecer “novos meios de interação com equipamentos”. Ele afirmou que estes meios vão além do mouse e do teclado e citou os Tablets PCs, que começam a se popularizar.

Como exemplo, Gates disse que a escola de sua filha utiliza Tablets ao invés de livros. Para ele, “estes equipamentos, com funcionalidades de vídeo e colaboração, são muito superiores aos impressos utilizados hoje”.

As interfaces naturais dos usuários vão incluir softwares de reconhecimento de voz tão avançados que o conteúdo gravado poderá ser facilmente pesquisado, e elas contarão também câmeras que darão visão aos computadores. “No futuro, ao invés de ter um computador sobre sua mesa, o computador será sua mesa e terá a habilidade de reconhecer o usuário está fazendo, assim como os objetos e papéis colocados sobre ele”, disse.

Em casa, estas interfaces serão pervasivas e ajudarão o usuário a organizar viagens, fotos ou qualquer outra coisa. “Isso pode ser feito sem que o hardware seja significativamente mais caro”, afirmou Gates. Já os data centers serão automatizados com pouca intervenção humana e o desenvolvimento de software vai utilizar modelos que envolvem menos códigos, isto porque o software é muito maior do que a simples descrição do negócio que ele atende. Para Gates, este é um produto caro e difícil de manter, daí a necessidade de menos linhas de código.

“Estas grandes mudanças estão chegando porque a indústria está investindo em pesquisa e desenvolvimento”, afirmou Gates, lembrando que a área vem se tornando a mais importante de sua companhia. Na reunião estiveram profissionais profundamente envolvidos com o mercado de governo, onde vendem serviços baseados em produtos Microsoft. Foi uma reunião amigável, mas algumas questões ficaram sem resposta.

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Lembrando que a segurança é ponto essencial no desenvolvimento da tecnologia, Mark Boltz, arquiteto de soluções da Stonesoft, disse que Gates gastou “dez, talvez vinte segundos falando sobre o tema. Sobre as novas tecnologias, como a Surface – que usa tablets como meio de interação com as pessoas – Boltz queria saber como garantir a segurança destes equipamentos.

Citando um produto doméstico como exemplo – uma foto digital que pode ser baixada com um programa Trojan – Boltz perguntou como algo instalado em uma mesa de café interativa pode transmitir um vírus que poderá scontaminar outros equipamentos inteligentes, como uma geladeira. Gates disse que a segurança vem sendo prioridade para a Microsoft e vem consumindo “investimentos fenomenais”, apesar de os problemas continuarem. Ele citou como exemplo o problema de como determinar que privilégios um pedaço de código deveria ter quando estiver rodando e disse não haver resposta para isso.

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