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Analista diz que mudanças no IE8 mostram Microsoft tentando ‘jogar limpo’

Impacto nas corporações não rivaliza com a disrupção causada pelo Internet Explorer 7, segundo a consultoria Gartner.

Por IDG News Service

18 de março de 2008 - 16h00
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Um analista de pesquisa disse na segunda-feira (17/03), que a decisão da Microsoft de tornar o Internet Explorer 8 a base para novos “super padrões” mais aderentes aos padrões Web significa que o browser não terá um impacto muito grande nas corporações, como se temia.

“Mesmo que a Microsoft diga que o IE8 pode ‘quebrar a Web’, eu não acredito que o movimento do IE7 para o IE8 terá o mesmo tipo de impacto que ocorreu na migração do IE6 para o IE7”, disse Ray Valdes, chefe de análise de browsers do Gartner.

Duas semanas atrás a Microsoft deu um giro de 180 graus e disse que faria do IE8 a base para novos padrões quando ele renderizar páginas, o invés de emular o IE7, como era previsto originalmente.

O movimento causou surpresa a muitos, inclusive a Valdes. “A Microsoft está realmente tentando jogar limpo na Web. Eles estão tentando mostrar uma nova empresa e estão fazendo isso com idéias progressivas para web designers quando dizem desenvolvidos para padrões, não para browser”, disse.

O suporte para os novos padrões do IE8 podem causar problemas para estes desenvolvedores – tanto de web sites quanto de aplicativos web – porque em muitos casos seus sites e aplicativos foram codificados para o IE6 e, até, para o antigo IE5, afirma Valdes. A Microsoft fez o primeiro movimento ao tornar o IE7 como o padrão do IE8, porque ela não precisa repetir o erro do IE7, que não atendeu apropriadamente sites corporativos e aplicações.

“Eu realmente acho que a Microsoft acredita que pode manter os pés em dois mundos”, afirma Valdes, referindo-se ao mercado corporativo e à web em geral, onde os padrões são considerados prioritários sobre a compatibilidade. “E eles acreditam que têm as corporações atendidas”.

Esta é uma razão pela qual o analista não vê problemas na oferta. “O impacto prático não será grande”, afirma Valdes, lembrando que a Microsoft fez concessões para as empresas no IE8, incluindo vários modos de atender o conteúdo existente e a habilidade de reduzir mudanças no nível administrativo. “Em uma empresa, a área de TI será capaz de entender como o IE8 funciona de maneira compatível com o IE7”,
disse.

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A Microsoft anunciou a versão Beta 1 do IE8 no início de março, durante o Mix08, conferência web patrocinada pela companhia. Sem surpresas, os usuáriso rapidamente começaram a reportar páginas que foram pobremente renderizadas ou que não funcionaram por inteiro. “O que preocupa sobre o IE8 é que a Microsoft teve escolha e decidiu pelolado da web 2.0 no último minuto. Eu não sei que tipo de argumentos foram utilizados internamente, mas talvez alguém tenha dito que ‘isso nos fará parecer hipócritas’ se outro caminho fosse escolhido após falarem tanto sobre os princípios da interoperabilidade”.

Em uma nota publicada na semana passada, Valdes e David Smith, outro analista do Gartner, recomendaram que as empresas se envolvam na história do IE8, atualizando aplicativos web de acordo com padrões multibrowser, testando o Beta 1 agora e planejando o desenvolvimento do novo browser seis meses após seu lançamento.

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