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Como o iPhone e o Xbox estão matando a Web 2.0

Saiba como o professor da Universidade de Oxford e escritor Jonathan Zittrain acredita que a internet pode manter seu caráter revolucionário.

Por Network World, EUA

18 de abril de 2008 - 11h35
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O iPhone e o Xbox estão matando a internet? Confiram na segunda parte da reportagem sobre o livro “The Future of the Internet and How to Stop It”, do professor da Universidade de Oxford Jonathan Zittrain, como a mudança de PCs abertos para appliances ameaça a web 2.0. Veja, também, o que pode ser feito para resguardar o caráter revolucionário da internet.

A ameaça contra a web 2.0

Zittrain vê ameaças similares em web sites de software como serviço, que ele considera menos generativos do que software original para PC. Com estes aplicativos web 2.0, os PCs se transformam em terminais burros meramente rodando o navegador, enquanto toda a funcionalidade e todos os dados são hospedados pelo provedor de serviços.

O usuário final não tem controle sobre mudanças feitas no aplicativo. O Google, por exemplo, pode cancelar o serviço GoogleMaps a qualquer hora, o que afetaria muitos aplicativos de mapas baseados nele.

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“Um movimento fundamental a ser observado é a mudança no controle sobre o endpoint: o fechamento do dispositivo e a censura e o controle da rede podem ser extraordinariamente reforçados”, ele aponta.

Como alternativa aos dispositivos fechados e aos sites web 2.0, Zittrain oferece a abordagem de comunidade da Wikipédia para resolver o dilema da segurança digital.

No capítulo 6 do livro, Zittrain faz uma análise apaixonada da Wikipédia, desde a origem humilde ao seu sucesso como um dos web sites mais populares da internet. O que Zittrain aprecia na Wikipédia é ter poucas regras, disponibilizar um processo transparente para edição de artigos, fomentar a discussão e possuir um núcleo de participantes dedicados.

“A Wikipédia rejeita a democracia simples, preferindo a discussão e o consenso à votação direta e, portanto, evitando o tipo de eleição que pode ocorrer em um ambiente digital”, explica. Zittrain prefere o modelo de autogovernança da Wikipédia, aliado ao fato de que estimula a “cidadania na internet”.

Zittrain também escreve favoravelmente sobre o Internet Engineering Task Force (IETF), a principal organização de padrões da internet, que enfoca consenso aproximado. Zittrain gosta que o IETF privilegie mais “ética e fiscalização da comunidade” à luz das brechas na segurança, em vez de dispositivos fechados.

“A Wikipédia nos mostra que a ingenuidade dos engenheiros da internet ao criar tecnologia de rede generativa pode ser justificada não só na camada técnica da internet, mas também na camada de conteúdo”, diz Zittrain. “O sistema idiossincrático que produziu código executando entre engenheiros talentosos (e alguns nem tanto) foi replicado junto a escritores e artistas.”

Como preservar a força da internet

Zittrain explora várias maneiras para a internet manter os recursos generativos e, ao mesmo tempo, melhorar a estabilidade.

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