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Como o iPhone e o Xbox estão matando a Web 2.0

Por Network World, EUA

18 de abril de 2008 - 11h35
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Uma idéia, por exemplo, é a das máquinas virtuais: o usuário final isolaria em uma máquina virtual os dados que precisam permanecer protegidos, mantendo outra máquina virtual aberta à inovação.

Outra idéia é a dos kits de ferramentas que permitem ao usuário final oferecer seu PC para ajudar a detectar e corrigir vulnerabilidades. Com estes kits de ferramentas, os usuários de internet trabalhariam juntos para aprimorar a cibersegurança.

“É fácil para os usuários de internet verem a si mesmos apenas como consumidores cuja participação é limitada a decisões de compra que, juntas, formam uma força de mercado empurrando para uma direção ou outra”, escreve. “Mas, com as ferramentas certas, os usuários também podem se ver como indivíduos que estão moldando o espaço generativo -- como cidadãos da internet.”

Zittrain reconhece que os dispositivos fechados e os sites web 2.0 vieram para ficar. A fim de manter um equilíbrio entre endpoints fechados e os PCs generativos que prefere, Zittrain recomenda soluções colaborativas abertas como wikis, blogs e redes sociais para resolver problemas como cibersegurança e privacidade.

“Nosso ponto de partida é um dispositivo generativo em uma internet neutra em dezenas de milhões de mãos. Para que seja mantido, os usuários destes dispositivos precisam vivenciar a internet como algo com que se identificam e a que pertencem”, conclui.

“Temos que usar a generatividade da internet para engajar interessados em protegê-la e nutri-la. Estes interessados têm que advir de uma nova geração capaz de ver que a tecnologia não é simplesmente um videogame projetado por alguém e que o conteúdo não se restringe ao fornecido através de um TiVo ou iPhone.”

O livro de Zittrain é interessante, mas não é leitura fácil. A leitura demanda certa dose de persistência, mas o livro apresenta algumas idéias que estimulam a pensar sobre o equilíbrio entre conveniência e inovação na internet.

Os profissionais de TI vão gostar deste livro porque ele é permeado de gratidão a geeks, amadores e outros que sabem alavancar a abertura e a flexibilidade dos PCs e da internet. E é um alerta para que estes indivíduos não sucumbam à comodidade de iPhones, Blackberries e Google Apps.

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