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Aprovação do Open XML pela ISO é apenas o primeiro passo para adoção do padrão no mundo
As discussões e dúvidas sobre a votação ainda estão quentes. Mais do que isso, está incerto o cenário
Por IDG News Service, EUA
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A aprovação da Organização Internacional para Padronização
(ISO) ao padrão de documentos da Microsoft Office Open XML (OOXML) é apenas o
começo do que pode ser uma longa trajetória para o formato ser implementado
com sucesso para troca de documentos, segundo críticos e defensores do OOXML.
Para alguns, que criticaram a opção da Microsoft pelo modelo
de ‘fast-track’ (procedimento de urgência), nada mais apropriado do que a
aprovação do OOXML como padrão ISO ter acontecido no dia primeiro de abril.
Mas, para outros – Microsoft incluída – a aprovação do OOXML
foi uma vitória ao dar escolha aos desenvolvedores de software e clientes
corporativos, especialmente aqueles no governo, sobre qual padrão de arquivo eles
querem usar.
Os rivais da empresa, incluindo os defensores do Open Document Format para XML (ODF), formato de documentos rival já foi aprovado pela ISO, afirmam que a comunidade global não está pronta para adotar o OOXML. O resultado final da votação na ISO mal foi divulgado e pipocaram relatórios sobre irregularidades.
Conheça a movimentação em torno do OpenXML:
> OpenXML: apenas 2 países do comitê técnico votaram 'sim'
> Derrota do OpenXML demonstra 'fim da supremacia' da Microsoft, diz deputado
> Microsoft elogia comentários técnicos contra OpenXML
> Brasil diz "não" a definição do OpenXML como padrão
> Decisão contra o OpenXML é lógica, diz IBM
> Dinamarca vai testar OpenXML
> Aliança ODF ganha divisão brasileira e gera polêmica
Protestos sobre votações na ISO e os resultados não são
incomuns, disse Jan van den Beld, consultor de processos da ISO para a CompTIA e
antigo secretário geral da Ecma, que encorajou a Microsoft a partir para o
modelo ‘fast-track’. Este fato é particularmente verdadeiro por que a ISO não
atua em cada país participante, deixando ao critério das organizações nacionais
definirem as suas próprias regras e padrões. “Não há conjunto de regras
determinados para um país usar”, disse.
Mesmo assim, a votação do OOXML foi particularmente
tumultuada, com os dois lados se digladiando durante o processo de aprovação.
Por exemplo, o
caso do comitê norueguês é importante. Apesar de oficialmente ter trocado o
voto de setembro de 2007 “não, com comentários” por um “sim”, diversos membros
do comitê alegaram que 80% do grupo se opôs ao voto sim. O comitê pediu ao
ministro de comércio exterior e indústria do país que investigue o caso. Vale
lembrar que a organização de padronização da Noruega defendeu o seu voto ontem,
(01/03), defesa que a Microsoft traduziu para o inglês e publicou em um blog de
funcionário.
Independente das crenças, o OOXML é agora um padrão internacional
reconhecido assim como o ODF. A pergunta prática para companhias, governos e
usuários do Office é: O que vem a seguir e como essa mudança atinge os vários
tipos de clientes?
A implementação do padrão no Office 2007 parece ser um passo
óbvio. Aliás, o Office 2007 é a suíte que iniciou toda a guerra quando a Microsoft
decidiu criar o seu próprio formato de documento baseado em XML e não incluiu o
ODF como um formato nativo na solução.
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