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Aprovação do Open XML pela ISO é apenas o primeiro passo para adoção do padrão no mundo

As discussões e dúvidas sobre a votação ainda estão quentes. Mais do que isso, está incerto o cenário

Por IDG News Service, EUA

02 de abril de 2008 - 15h44
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A aprovação da Organização Internacional para Padronização (ISO) ao padrão de documentos da Microsoft Office Open XML (OOXML) é apenas o começo do que pode ser uma longa trajetória para o formato ser implementado com sucesso para troca de documentos, segundo críticos e defensores do OOXML.

Para alguns, que criticaram a opção da Microsoft pelo modelo de ‘fast-track’ (procedimento de urgência), nada mais apropriado do que a aprovação do OOXML como padrão ISO ter acontecido no dia primeiro de abril.

Mas, para outros – Microsoft incluída – a aprovação do OOXML foi uma vitória ao dar escolha aos desenvolvedores de software e clientes corporativos, especialmente aqueles no governo, sobre qual padrão de arquivo eles querem usar.

Os rivais da empresa, incluindo os defensores do Open Document Format para XML (ODF), formato de documentos rival já foi aprovado pela ISO, afirmam que a comunidade global não está pronta para adotar o OOXML. O resultado final da votação na ISO mal foi divulgado e pipocaram relatórios sobre irregularidades.

Conheça a movimentação em torno do OpenXML:
> OpenXML: apenas 2 países do comitê técnico votaram 'sim'
> Derrota do OpenXML demonstra 'fim da supremacia' da Microsoft, diz deputado
> Microsoft elogia comentários técnicos contra OpenXML
> Brasil diz "não" a definição do OpenXML como padrão
> Decisão contra o OpenXML é lógica, diz IBM
> Dinamarca vai testar OpenXML
> Aliança ODF ganha divisão brasileira e gera polêmica

Protestos sobre votações na ISO e os resultados não são incomuns, disse Jan van den Beld, consultor de processos da ISO para a CompTIA e antigo secretário geral da Ecma, que encorajou a Microsoft a partir para o modelo ‘fast-track’. Este fato é particularmente verdadeiro por que a ISO não atua em cada país participante, deixando ao critério das organizações nacionais definirem as suas próprias regras e padrões. “Não há conjunto de regras determinados para um país usar”, disse.

Mesmo assim, a votação do OOXML foi particularmente tumultuada, com os dois lados se digladiando durante o processo de aprovação.

Por exemplo, o caso do comitê norueguês é importante. Apesar de oficialmente ter trocado o voto de setembro de 2007 “não, com comentários” por um “sim”, diversos membros do comitê alegaram que 80% do grupo se opôs ao voto sim. O comitê pediu ao ministro de comércio exterior e indústria do país que investigue o caso. Vale lembrar que a organização de padronização da Noruega defendeu o seu voto ontem, (01/03), defesa que a Microsoft traduziu para o inglês e publicou em um blog de funcionário.

Independente das crenças, o OOXML é agora um padrão internacional reconhecido assim como o ODF. A pergunta prática para companhias, governos e usuários do Office é: O que vem a seguir e como essa mudança atinge os vários tipos de clientes?

A implementação do padrão no Office 2007 parece ser um passo óbvio. Aliás, o Office 2007 é a suíte que iniciou toda a guerra quando a Microsoft decidiu criar o seu próprio formato de documento baseado em XML e não incluiu o ODF como um formato nativo na solução.

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