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Negócios

Megawork investe em frentes de ERP aberta e fechada para crescer 20%

Empresa investe em parceria com SAP e oferta do BusinessOne, além de sistema de gestão empresarial open source para aumentar a receita de 12 milhões de reais de 2007.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

02 de abril de 2008 - 13h23
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Nos últimos anos, a Megawork, especializada em sistemas de gestão empresarial e consultoria em produtos e serviços de TI, teve uma média de crescimento de 20% e formou uma base de 30 clientes na ferramenta em código aberto e 200 na de automação comercial.

Depois de uma receita de 12 milhões de reais em 2007, a companhia planeja – para manter o ritmo – incrementar os negócios com a ferramenta em código aberto, o Compiere (criado originalmente na Goodyear), com o BusinessOne da SAP e também com o sistema de automação comercial.

A oferta do Compiere só fica atrás na expectativa de novos negócios da ferramenta de automação comercial – a empresa espera conquistar 10 novos clientes por mês. Com o sistema de gestão em código aberto, a meta da Megawork é fechar quatro clientes novos a cada 30 dias durante 2008. “Com o código aberto e o treinamento que oferecemos, os clientes podem optar por desenvolver por conta própria após a implementação”, diz o diretor executivo da organização, Alexandre Martins de Carvalho.

A empresa aposta nisso e não se preocupa com o fato de o download da ferramenta estar disponível e com o número de mais de 102 milhões de downloads realizados. “Para fazer sentido e a implementação funcionar, os interessados teriam de fazer investimentos altos na adequação aos processos dos clientes e então é mais fácil nos contratar, já que temos nos especializado nisso desde 1999”, afirma.

Mas, para quem ainda não se sente confiante de trabalhar com o conceito de código aberto, a Megawork apostou em uma parceria com a SAP e, há seis meses, passou a ser representante do BusinessOne, principalmente no Espírito Santo. No primeiro período, a empresa fechou sete contratos, mas revela que o número é abaixo da expectativa, de 10 contratos.

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A meta, no entanto, continua parecida. A intenção é conquistar 15 clientes ao longo de 2007, esses sim com a cobrança de licenças, ao contrário do que acontece na oferta da ferramenta de código aberto.

Nos próximos meses, está nos planos da companhia entrar na oferta de ERP para empresas de pequeno porte, principalmente de varejo. Hoje, o foco são companhias de serviços e indústria. Além disso, a companhia conta com a consultoria de Sérgio Falcon, ex-CIO da Kodak, para identificar oportunidades e migrar para um setor que considera ainda mais interessante: o de governo. “Mas para isso precisaríamos de um aporte de capital e um grande case, no mínimo”, garante.

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