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Negócios

Corel remodela programa de canais e costura dois contratos de OEM

Companhia implementa política de benefícios para distribuidores e canais Tier 1 e Tier 2.

Por Por Denise Sammarone, da ChannelWorld

03 de abril de 2008 - 09h05
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Com a contratação de dois executivos, Flávio Tedesco, gerente da área de canais, e Claudio Janz, que conduzirá a gerência de OEM, ambos nomeados na semana passada, a Corel busca manter o crescimento dois dígitos da receita local.

Na prática, a companhia trabalha na remodelação do programa de parcerias, o qual está previsto para ser lançado no segundo semestre. Dentre as principais modificações, aponta Tedesco, a Corel anuncia uma política de rebates para distribuidores – Ingram Micro, Officer e Xpressoft –, sete parceiros Tier 1 e 25 canais Tier 2.

“Atingimos um grau de maturidade da operação, em termos de base de canais e em volume de vendas. Ao mesmo tempo o mercado e a ecnomiam registram indicativos de crescimento sólidos. Juntos estes atributos justificam a adoção de um programa mais complexo e intenso”, avalia Pedro Fontes, gerente geral da companhia para o Brasil, ressaltando que o programa vigente prevê já benefícios, porém concedidos caso a caso.

Já com relação às revendas de menor porte, as chamadas Tier 3, que somam mais de 1,1 mil, a Corel, de acordo com Tedesco, programa uma série de ações voltadas a levar conhecimento do portfólio de produtos, especialmente os destinados ao mercado corporativo, com destaque para as pequenas e médias empresas, segmento que representa 90% dos negócios da empresa no Brasil. Para tal, a companhia programa a distribuição de uma newsletter eletrônica, denominada Corel News, e uma série de road shows com treinamento comercial e técnico.

No nicho de alianças corporativas, maior aposta da fabricante para este ano, Fontes antecipa que deve anunciar, nos próximos meses, dois contratos de OEM – um com uma fabricante local de equipamentos e outro com uma multinacional. “Com os dois acordos, até novembro (final do ano fiscal da corporação), esta área, que parte do zero, deverá responder por 26% da receita da companhia no País”, projeta o gerente-geral, que acrescenta: “Esse é um dos pilares do nosso crescimento de dois dígitos.”

Por questões estratégicas, o gerente geral não revela o nome das duas companhias com as quais está costurando as alianças, mas conta que uma delas, a local, deverá ter acordo para comercialização de todo o portfólio da fornecedora. A multinacional, por outro lado, terá foco no portfólio voltado para os segmentos de pequenas e médias empresas.

As acentuadas projeções para o segmento de OEM têm bases sólidas. Em meados de 2006, conta Fontes, a companhia em conjunto com a HP, consolidou um bundle de produtos. Considerado um piloto de aliança local, em 18 meses, a iniciativa gerou a receita com a distribuição de 25 mil licenças. “Por conta disso, estamos costurando uma nova parceria com a fabricante”, determina o gerente geral.

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