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Negócios

Dell aposta em serviços e mercados emergentes

Plano de recuperação financeira da fabricante prevê foco maior em países emergentes e ampliação do portfólio de ofertas.

Por IDG News Service, EUA

03 de abril de 2008 - 14h49
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A Dell, segunda maior vendedora de PCs do mundo, vai se mover rapidamente para mercados emergentes e ampliar sua oferta de serviços com parte do plano para reverter seu pobre desempenho financeiro. A informação foi dada nesta quinta-feira (04/04) por executivos da companhia durante uma conferência para investidores realizada em Round Rock (EUA).

Segundo Michael Dell, CEO da empresa, enquanto a fabricante detém 28% dos negócios de hardware e serviços para pequenas e médias empresas na América do Norte, este percentual é 10% menor no resto do mundo. O executivo lembrou que, para cada dólar gasto em hardware, existem outros 2 dólares em infra-estrutura de serviços, um mercado global avaliado em 800 bilhões de dólares.

A Dell está focando este segmento com serviços e funcionalidades customizáveis, como gerenciamento remoto de infra-estrutura. E o plano parece estar funcionando: no último trimestre do ano passado, a área de serviços da companhia atingiu uma média de 25% de crescimento anual, chegando a 5,3 bilhões. “Estamos expandindo nosso portfólio de serviços agressivamente”, disse Dell.

Do lado dos usuários finais, a Dell tem apenas 4% de mercado fora dos Estados Unidos, com muitas destas vendas realizadas no Reino Unido. Também neste caso, a companhia quer expandir sua participação com o lançamento de novas linhas de produtos. “Anteriormente, tínhamos apenas uma linha de produtos que era vendida no modelo direto, mas estamos fazendo uma série de mudanças, que incluem a criação de novas linhas”, disse.

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Embora a indústria de PCs venha sofrendo com baixas margens de lucro, o executivo disse estar tentando dar um novo fôlego aos produtos para conquistar novos consumidores. “Não estamos satisfeitos com o atual estado das coisas”, resumiu Dell.

A insatisfação não ocorre somente em relação ao mercado, mas também à companhia. Segundo o executivo, uma linha incompleta de produtos, funcionários mal pagos e ineficiência levaram à queda nos resultados. A correção de rota traduziu-se na demissão de 5,5 mil dos 80 mil funcionários da companhia e no reajuste de salários e dos pacotes de benefícios dos remanescentes.

O aperto no cinto tem o objetivo de reduzir 3 bilhões de dólares em gastos anuais. A companhia reportou resultados de seu último trimestre fiscal no final de fevereiro, registrando lucro de 679 milhões de dólares, 6% menos que no mesmo período do ano anterior. As vendas, no período, foram de 16 bilhões de dólares. De acordo com Donald Carty, CFO da empresa, “há muito trabalho a fazer”.

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