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Com R$ 2,55 bi, Finep tem em 2008 a maior verba para inovação

Recursos que vão ser usados neste ano para inovação, segundo a Financiadora de Estudos e Projetos, é o maior da história.

Por Por Computerworld

09 de abril de 2008 - 17h41
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Instituições de ensino e pesquisa e empresas inovadoras de todo o País vão poder contar em 2008 com R$ 2,55 bilhões para o desenvolvimento de novos produtos e processos. Os recursos serão disponibilizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), a Agência da Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Mesmo com a perda de R$ 250 milhões no orçamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (FNDCT), a Finep vai operar este ano o maior volume de recursos de toda a sua história. Em 2007, os investimentos da Agência em inovação somaram R$ 1,9 bilhão.
 
Originalmente, o Projeto de Lei Orçamentária encaminhado ao Congresso Nacional previa investimentos de R$ 2,8 bilhões no setor de ciência, tecnologia e inovação, mas sofreu reduções e contingenciamentos durante a sua aprovação. Apesar disso, a Finep acredita de que será possível recuperar até o final do ano os recursos que foram cortados.

A Finep acredita que no decorrer do ano serão restabelecidos os termos do acordo com a área econômica do governo de reduzir em 2008 a reserva de contingência dos fundos setoriais. Na elaboração do projeto de lei orçamentária o governo cumpriu com o compromisso assumido. O corte de R$ 250 milhões nos recursos do FNDCT foi efetuado no Congresso Nacional.

A parcela que foi retirada continua no orçamento do MCT só que na reserva de contingência. A transferência desses recursos para o FNDCT num futuro próximo poderá ser feita através de decreto presidencial.
 
Os R$ 2,55 bilhões aprovados serão divididos. A primeira parte, R$ 1,2 bilhão, serão destinados a operações com empresas. O restante do orçamento, cerca de R$ 1,35 bilhão, vão para apoio a pesquisas em áreas prioritárias de cada um dos 14 fundos setoriais, como Petróleo, Infra-estrutura, Energia, Transportes e Amazônia.

Juntos, eles constituem hoje a principal fonte de recursos do FNDCT, que tem a FINEP como a sua secretaria executiva.
 
Na parcela de recursos reservada às empresas, R$ 740 milhões ficarão disponíveis para contratos de financiamento com retorno. Nesse caso, os encargos financeiros são reduzidos. O programa de Subvenção Econômica à Inovação, modalidade que não prevê a devolução à FINEP do valor investido no projeto, levará R$ 325 milhões. Os recursos restantes serão usados na equalização (redução) das taxas de juros dos empréstimos e em ações de capital de risco.

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