Negócios
Forrester: europeus estão menos preparados para o offshore
Empresas do velho continente ainda relutam em abrir mão de fornecedores com escritórios locais e que falem os seus idiomas.
Por IDG News Service
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De acordo com o Forrester, ao contrário de empresas nos Estados Unidos e Reino Unido, as companhias européias ainda hesitam em terceirizar seus trabalhos para outros países, como a Índia. “Estamos vendo apenas alguns poucos grandes contratos de offshore vindos da Europa, e a trajetória de evolução desses negócios parece bem lenta”, diz Sudin Apte, analista do Forrester.
Temerosos de uma possível recessão nos Estados Unidos, as empresas de outsourcing na Índia já começaram a dedicar esforços para conquistar o mercado europeu para reduzir seus riscos. Empresas de outsourcing, como a indiana Infosys Technologies já inclusive instalaram escritórios na Europa para oferecer serviços com mais proximidades dos clientes daquele continente.
Os EUA atualmente respondem por mais de 60% da receita do outsourcing na Índia. E os negócios na Europa ainda não são grandes o suficiente para dar fôlego às companhias de outsourcing no caso de um forte declínio do offshore oriundo do setor de serviços financeiros dos EUA, diz Apte. A entrada da Europa Conitinental nos negócios de outsourcing ainda é relativamente recente e, atualmente a porcentagem de trabalho de TI terceirizado não chega perto dos níveis dos EUA, completa.
As companhias européias ainda insistem na idéia da necessidade de o provedor de serviço possuir uma grande presença local, mesmo quando o trabalho, como o desenvolvimento de aplicativos de software, não exige um alto nível de conhecimento do idioma local.
Mas na maioria dos países europeus, com exceção da Alemanha, os provedores de serviços da Índia e Europa sofrem para conseguir que profissionais indianos permaneçam na região para projetos de longo prazo, especialmente por causa das regras do governo em relação a vistos para estrangeiros, explica o Forrester.
Enquanto s Estados Unidos e Reino Unido tentam mudar seus sistemas e processos para facilitar o offshore outsourcing, uma empresa na França, por exemplo, gostaria que seu fornecedor adotasse práticas francesas de negócios, a partir de uma facilidade local, além de interagir no idioma local, diz Apte.
Ao mesmo tempo, as companhias européias estão de fato cientes da necessidade de mandar serviço para fora do país em troca de economias de custos. “Elas começarão com projetos offshore envolvendo 30 a 40 pessoas, e depois aumentarão esse volume rapidamente”, prevê.
John Ribeiro - IDG News Service, Índia
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