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Comitê de software livre ganha perfil executor na nova gestão

Mazoni diz que depois de Renato Martini, do ITI, que trabalhou por definições regulatórias e dando orientações, agora é momento de execução e isso passa pelo Serpro.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

17 de abril de 2008 - 19h40
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Ao passar das mãos de Renato Martini, do Instituto de Tecnologia da Informação (ITI), para o presidente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Marcos Mazoni, o Comitê Técnico de Software Livre perde seu perfil central de grupo de apoio regulatório, para assumir uma obrigação de órgão executor. “Isso necessariamente passa pelo Serpro, que vai fazer essa articulação de implementações com os órgãos de funções similares, como o Banco do Brasil, a Caixa e a Dataprev”, explica Mazoni.

Até então, a coordenação do Comitê era ligada aos órgãos mais reguladores, que tinham a obrigação de apresentar itens de preferência. A partir de hoje, o grupo assume o papel de auxiliar em migrações de plataforma e implementações de software livre, promover o compartilhamento de experiências e elaborar cronogramas para avaliar que ações são necessárias. “Além disso, é importante ter modelos de contratação de pessoasl criar padrões de ferramentas de software e assim por diante”, explica.

Segundo o executivo, o desafio maior agora é humano. Mas isso não tem a ver com o que se dizia de falta de mão-de-obra. A questão agora é de relacionamento das pessoas, que precisam conversar e se ajudar, já que as tecnologias já estão consagradas. “Os profissionais precisam conversar para identificar o que o produto tem e o que precisa ser feito”, garante.

Mazoni participou nesta quinta-feira (17/04) da abertura do Fórum Internacional de Software Livre (FISL), que reúne 6 mil pessoas em Porto Alegre (RS). “O evento é importante justamente para resolver esse problema humano de que falei”, afirma.

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