Negócios
Mão-de-obra qualificada é alvo de EDS em nova fase no Brasil
Companhia acredita no Brasil como centro de terceirização orientado a serviços que exigem mão-de-obra altamente qualificada.
Por Luciana Coen, do COMPUTERWORLD
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Depois de má fase entre 2001 e 2002, que companhia enfrentou dificuldades com alguns contratos em contas de governo nos Estados Unidos, EDS retoma seu foco como um dos principais terceirizadores de infra-estrutura.
O maior centro de bestshoring da empresa é a Índia, com 40 mil funcionários; depois Argentina, com profissionais mais jovens, com foco em entry-level e maior turn over; e em terceiro lugar o Brasil, com mão-de-obra super qualificada, inglês fluente e muitas vezes espanhol também fluente.
De acordo com o presidente para América Latina da EDS, Eduardo Araújo, o foco da empresa é atender a clientes locais e regionais, no idioma de sua preferência. “Houve uma época em que a mão-de-obra indiana era bem mais barata”, afirma.
Atualmente, explica o executivo, é preciso embutir nos custos daquele país a transição cultural, a briga entre as empresas locais pelos profissionais (o que valoriza seus salários) e o fato de que são, em geral, profissionais “monotarefas” (monotasking). “O Brasil possui mão-de-obra com mais senioridade”, ressalta Araújo.
O crescimento em número de funcionários qualificados ocorre de duas formas. A primeira delas é com uma metodologia aplicada para absorver profissionais de clientes, situação crítica em qualquer processo de terceirização. A segunda é fazendo convênios com universidades, organizando programas de contratações e sugerindo conteúdo e novas disciplinas.
Na América Latina, a EDS têm algumas verticais de negócios sobre as quais dá mais enfoque: manufatura, serviços financeiros, transportes aéreos, telecomunicações e governo. Esta, entrou no radar da companhia mais recentemente. A América Latina é também o mercado que mais cresce no mundo: cerca de 12 a 13% ao ano.
Com foco não só em infra-estrutura, como também em BPO e aplicações, a EDS pretende intensificar a área de aplicativos, orientando clientes a refazerem suas estruturas e sistemas legados. A idéia é trazer clientes para área de aplicações e diminuir os custos que têm com infra-estrutura, mantendo seu legado. “Se quiser, ele pode manter o seu legado terceirizado com nossa infra-estrutura, mas é mais vantajoso para o cliente, desenvolver um novo aplicativo e economizar no custo com infra-estrutura”, explica Araújo.
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