Negócios
Mude traça estratégia para reconquistar presença no mercado
O reposicionamento deve garantir que a distribuidora, a qual foi duretamente afetada pelo escândalo na importação de produtos Cisco, volte a alcançar uma receita positiva ainda neste ano.
Por Por Tatiana Americano, da ChannelWorld
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"Queremos nos reposicionar como uma das maiores distribuidoras brasileiras". Com esta frase, Francisco Gandim, diretor comercial da Mude, resume a nova fase da companhia, que procura reconquistar uma fatia do mercado, após ter sido duramente afetada pela Operação Persona, na qual foi citada como uma das protagonistas do esquema ilegal de importação de equipamentos Cisco para o País.
Como parte da estratégia, Gandim revela que a distribuidora busca novas parcerias com fabricantes que atuem com produtos para médias e grandes empresas. "Estamos estudando acordos com fornecedores nas áreas de networking, segurança e armazenamento, que nos ajudem a complementar o portfólio de soluções para os grandes VARs (revendas de valor agregado)", pontua o diretor. Ele cita que, com isso, a Mude planeja suprir a lacuna de produtos deixada após o fim do acordo de distribuição das linhas Cisco - marca que respondia pela maior parte do faturamento da companhia no País.
Também como parte do reposicionamento, o diretor afirma que outro importante foco de negócios da distribuidora são as soluções voltadas a pequenas empresas. Nesse sentido, Gandim aponta a importância das recentes alianças firmadas com a TP-Link e com a APC. "Mas estamos buscando outras parcerias também na área de SMB (pequenas e médias empresas)", pontua o executivo.
Sobre as projeções de resultados para 2008, o diretor analisa que ainda é cedo para fazer qualquer análise. "Por enquanto, só posso adiantar que pretendemos atingir o brake even (ponto de equilíbrio) ainda neste ano", sentencia Gandim, que acrescenta: "Para isso, a Mude quer manter o atendimento diferenciado a seus canais e que sempre foi nossa marca no mercado".
Quanto ao atual portfólio de produtos comercializados no Brasil, a distribuidora mantém parcerias com McAfee, Check Point, Secure Computing, TP-Link, Tandberg Data, Tandberg e APC. "Além disso, estamos negociando para retomar as alianças com Nokia e Websense", avisa o executivo.
Nova estrutura
A expansão do portfólio de produtos deve refletir também na ampliação da equipe da Mude e que, desde o início das investigações de um esquema ilegal de importação dos equipamentos Cisco para o Brasil, passou de aproximadamente 200 funcionários para cerca de 50 pessoas. "Hoje, temos três vagas abertas na área de vendas e conforme formos fechando acordos com novos fabricantes devemos contratar mais profissionais", informa Gandim.
Já quanto ao cargo de principal executivo da Mude, o diretor ressalta que, no momento, Marcelo Ikeda (citado como um dos envolvidos na Operação Persona) está respondendo pelas atividades do grupo. "E os outros diretores preferiram se afastar das operações, até que sejam definidas novas funções", elenca o diretor comercial, que acrescenta: "essa é a única coisa que falta ainda ser definida na estratégia da distribuidora".
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