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Com pouca receita e despesas crescentes, quem pode definir o valor real do Twitter?

Ian Lamont, articulista da The Industry Standard, questiona a capacidade do serviço de microbloging de se monetizar.

Por The Industry Standard, EUA

29 de abril de 2008 - 10h40
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Eu engasguei quando li a avaliação do Twitter publicada pela VentureBeat e Silicon Alley Insider. Você pode se lembrar que a Industry Standard não está tão amiga do Twitter recentemente – ele foi incluído em nossa lista de serviços que têm grande probabilidade de falhar, além da estranha falha de segurança apontada no início da semana.

A análise de Peter Kafka na Silicon Alley Insider começa falando que o Twitter está tentando levantar recursos de capital de risco entre 60 milhões de dólares e 150 milhões de dólares. Ele reconhece que o faturamento do Twitter é marginal e que não está claro qual modelo de negócios eles vão usar. Ainda assim, ele conclui dizendo que 75 milhões de dólares é plausível.

Já a análise na VentureBeat de MG Siegler vai mais fundo, ressaltando as quedas de serviço e a troca de funcionários no Twitter, além de notar que muitas pessoas ainda não conhecem o serviço. Da mesma forma, ele conclui que os fundos para o Twitter virão de um dos gigantes como Google, Yahoo, etc. “[o Twitter valer] 75 milhões de dólares não parece tão irreal”, disse.

Claro.

Sou só eu que penso assim? Não é estranho que uma companhia privada com quase nenhum faturamento, uma base de usuários limitada, problemas técnicos antigos e conhecidos, seja avaliada em 75 milhões de dólares?

Sem desrespeitar as análises de Peter Kafka e de MG Siegler, mas é esse tipo de raciocínio que gerou muitos problemas para muitas pessoas durante o estouro da última bolha.

O que aconteceu com a avaliação baseada em dados reais como o número de usuários ativos, tempo gasto no site, faturamento e outras métricas de mercado? Minha postura para avaliação pode ser antiga, mas tem mais sentido.

Hoje, não há como saber quanto o Twitter vale. A julgar pela aparente falta de receita e as despesas crescentes com desenvolvimento, manutenção e hospedagem do serviço – é fácil imaginar um número negativo – a menos que os seus donos ou investidores descubram uma maneira legítima e sustentável de gerar dinheiro dele.

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