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Caça-níqueis viram computadores escolares no interior de SP

Em Itapevi, máquinas caça-níqueis apreendidas, que ocupavam espaço nas delegacias, estão sendo transformadas em computadores convencionais ao custo de 90 reais.

Por Redação do COMPUTERWORLD

30 de abril de 2008 - 18h19
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Uma iniciativa da prefeitura de Itapevi, cidade da Grande São Paulo, pode sinalizar a solução para um problema que atrapalha as delegacias de polícia há cerca de um ano. A partir de projeto apresentado pela Secretaria da Educação do município, algumas máquinas caça-níqueis apreendidas, que ocupavam espaço no pátio das delegacias, estão sendo transformadas em computadores convencionais. Dessa forma, tornam-se úteis para crianças e adolescentes da rede pública de ensino.

Inicialmente, seis máquinas foram modificadas e funcionam na sede da secretaria, mas a previsão é que 40 novos computadores sejam montados e distribuídos por entidades e instituições de ensino.

A Secretaria da Educação apresentou a idéia ao delegado de Itapevi, em novembro do ano passado. Ele gostou do projeto e fez uma representação para a juíza corregedora, em dezembro. No mês seguinte, o programa foi iniciado, com autorização da Justiça.

Além de oferecer computadores aos alunos por preço acessível, sobrou mais espaço no pátio da delegacia – a cidade apreendeu, apenas em 2007, cerca de 500 máquinas caça-níqueis.

Os responsáveis por restaurar os equipamentos são os próprios estudantes do ensino público, estagiários do Programa Primeiro Emprego. Segundo a Secretaria de Educação, dez estagiários trabalham no projeto, em setores diferentes. Alguns na montagem, outros na parte técnica, de hardware, etc. A intenção é aumentar o número de estudantes conforme formos recebendo mais máquinas.

Nem todas as máquinas podem ser aproveitadas integralmente, pois muitas foram danificadas ao ficarem expostas nos galpões, sem cuidados específicos. Em alguns casos, foram necessárias dez delas para fazer um computador, porque os especialistas pegavam peças de uma para formar outra.

Mesmo assim, a reciclagem é vantajosa, segundo a cidade. O custo para cada unidade é de 90 reais. A máquina já vem equipada com monitor, placa, memória, caixa de som. Só tiramos os softwares dos jogos de azar e instalamos mouse e teclado.

Em abril de 2007, mandado expedido pela Justiça determinou que a polícia do Estado se empenhasse em lacrar todas as máquinas caça-níqueis em funcionamento. Aproximadamente 37,7 mil equipamentos apreendidos na capital desde o início do ano passado (que aguardam determinação da Justiça para serem destruídos) ocupam galpões e pátios das delegacias. A transformação da funcionalidade da máquina é alternativa pode ajudar a polícia a resolver o problema e já despertou interesse em Carapicuíba (SP) e em cidade do interior da Bahia.

Com informações da Secretaria de Segurança Pública de SP

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