Negócios
Brasil sobe posição em ranking sobre preparo do mercado em TI
Impulsionado por estabilidade econômica, país aparece na 42ª posição do 9º ranking de e-readiness da The Economist e da IBM.
Por IDG Now!
O Brasil subiu uma posição no 9º ranking anual de e-readiness, elabora pela parceria entre a IBM e a The Economist Intelligence Unit, passando para a 42ª posição entre 70 nações avaliadas.
No médio prazo, porém, o Brasil ainda continua em débito - em 2004, o país ocupava a 35ª posição do ranking. Em abril de 2006, escorregou três posições e ficou no 41º lugar. No ano seguinte, foram mais dois lugares no ranking perdidos.
O ranking avalia, por meio de um índice calculado a partir de um conjunto de fatores, as condições que 70 economias nacionais têm para atrair investimentos e oportunidades de negócios baseados na internet.
O índice brasileiro chegou a 5,65 pontos, contra 5,45 pontos na edição anterior, puxado por melhorias nas categorias "conectividade e infra-estrutura de tecnologia", que, mesmo potencializado pelo sucesso do programa Computador para Todos, ainda é fraco comparado a outros países, e "desenvolvimento cultural e social", dada a estabilidade econômica do mercado nacional.
Ainda que tenha melhorado, o Brasil aparece atrás de países como Estônia (7,1), Chile (6,57), Malásia (6,16) e África do Sul (5,95).
No sentido contrário, países com boa posição no ranking em outras edições experimentaram quedas pela incapacidade de manterem o ritmo de investimento em tecnologias ou estabelecerem novos canais públicos ou corporativos com o Governo.
É o caso da Dinamarca (8,83), que escorregou quatro posições para o 5º lugar e viu os Estados Unidos tomarem a liderança do ranking com nota 8,95, e da Suíça (8,67), que caiu de 5º para 9º em 2008.
Entre os países que mais cresceram destacam-se Hong Kong (8,91), atual 2º colocado depois de ser 4º em 2007 e Austrália (8,83), que subiu da 9ª para a 4ª posição em um ano.
Segundo a The Economist Intelligence Unit, o avanço teve relação com "melhorias de conectividade e no acesso à banda larga, bem como em seus ambientes de inovação".
De maneira geral, o índice apontou que, ainda que de maneira lenta, o gap digital que separa os países da ponta da lista com os do fim caiu, com aumento na nota média de 6,24 em 2007 para 6,39 na edição deste ano.


