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Área de networking deve representar 10% a 15% das receitas da Tech Data no País

O vice-presidente da distribuidora para América Latina enfatiza que a estratégia faz parte de um plano de obter um crescimento de 30% a 40% no mercado brasileiro ao longo deste ano.

Por Por Tatiana Americano, da ChannelWorld

08 de maio de 2008 - 14h58
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A incorporação das marcas Cisco e Netgear ao tradicional portfólio de produtos da Tech Data (leia matéria anterior) sinaliza para um reposicionamento da distribuidora no País. "Queremos focar na oferta de soluções", detalha Luis M. Oliveira, vice-presidente e gerente-geral da empresa para América Latina e Caribe.

Para suportar a nova estratégia, a Tech Data acaba de montar uma unidade de negócios dedicada ao segmento de networking e que, no primeiro momento, passa a contar com 14 profissionais (pré-vendas, vendas e produto) dedicados às linhas Cisco e Netgear. "Não planejamos outros acordos, pelo menos, em curto prazo", afirma Alejandra Molina, gerente-geral da distribuidora no Brasil, projetando que a divisão de networking represente de 10% a 15% dos resultados totais da subsidiária em 18 meses.

Sobre o modelo de trabalho da nova unidade, a executiva enfatiza que a distribuidora pretende atender, em especial, projetos no segmento de SMB (pequenas e médias empresas). Para tanto, a Tech Data pretende estimular que sua atual base de canais ativos - cerca de 5 mil empresas - atue com projetos na área de rede, a partir da oferta das linhas Cisco e Netgear.

Outro aliado importante na estratégia, cita Alejandra, deve ser o trabalho de captação de novas revendas. Nesse sentido, a gerente-geral reforça que a aberturada subsidiária da Tech Data no Recife (PE), em junho, deve contribuir para que a distribuidora aumente o número de parceiros na região Nordeste. "Até o final deste ano, queremos chegar a 6 mil canais ativos", adianta a executiva.

Mesmo sem revelar resultados específicos, Oliveira lembra que essa ampliação do portfólio de produtos e do número de clientes locais deve contribuir para que a subsidiária brasileira acompanhe um incremento de 30% a 40% no seu faturamento ao longo de 2008. Um crescimento que, segundo o executivo, está bem acima dos 15% de aumento previstos na América Latina, a qual hoje compreende a região de mais rápida expansão dos resultados globais da Tech Data. 

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