Negócios
Compra da EDS pela HP pode levar à demissão de funcionários
Juntas, as duas companhias formam uma gigante de mais de 300 mil funcionários. Demissões viriam com integração das operações.
Por IDG News Service
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A compra da EDS pela HP, negociação que movimentou quase 14 bilhões de dólares, pode levar a um corte de empregos por conta da integração das operações das duas companhias.
Inicialmente, os planos das duas empresas são de unir as operações e criar uma companhia que teria 309 mil funcionários. Mas, à medida que o processo for avançando, e os clientes aumentarem o uso de ferramentas de automação em seus data centers, os cortes de pessoal devem acontecer.
Ao adquirir a EDS, a HP assume o controle de uma organização com 137 mil funcionários, sendo quase dois terços trabalhando fora dos Estados Unidos.
Durante a conferência realizada hoje (13/05) para o anúncio da aquisição, os CEOs das duas empresas — Mark Hurd, da HP, e Ron Rittenmeyer, da EDS — não deixaram claro o que aconteceria com os trabalhadores após a negociação.
Hurd, inclusive, chegou a dizer que os funcionários das companhias vão ser beneficiados com as oportunidades criadas a partir da conclusão do negócio.
Já Rittenmeyer, em resposta a uma pergunta sobre corte de empregos, afirmou que a sobreposição de clientes entre as duas empresas é pequena, mas também disse que a companhia vem procurando dar mais dinamismo a sua força de trabalho.
O executivo não explicou exatamente o que esse dinamismo significa, mas a EDS vem adotando uma estratégia de transferir, cada vez mais, funcionários para localidades fora dos Estados Unidos.
É notório que o CEO da HP gosta de automação, não de pessoas.
Offshore reduzirá custos, mas coisas automatizadas "eliminam custos",
declara Hurd.
Segundo Charles King, analista da Pund-IT, na medida em que os data centers aumentaram sua complexidade e sua
distribuição, eles se tornaram mais difíceis para os negócios os
gerenciarem.
Segundo Rittenmeyer, o aumento da automação no gerenciamento dos data centers terá um peso importante nas decisões sobre a força de trabalho.
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