Negócios
Por que a HP comprou a EDS? Analistas dão opinião
Especialistas do Forrester e de outras consultorias avaliam os diversos aspectos da fusão e as consequências disso para o mercado.
Por IDG News Service
Compartilhe:
Mark Hurd, CEO da Hewlett-Packard, é conhecido por gostar de automação, não de pessoas. SE o senso comum diz que o offshore reduz custos, o executivo declara que automatizadas "eliminam custos".
Hurd é contra a necessidade de desenvolver uma organização massiva de serviços - exatamente o que ele terá com a compra da Electronic Data Systems (EDS). As duas companhias confirmaram nesta terça-feira (13/05) a fusão.
A EDS soma 139 mil empregados à força de trabalho de 159 mil pessoas da HP, mas apenas lucros de 22,1 milhões, segundo números de 2007. A HP encerrou o ano passado com um resultado de 104 bilhões de dólares.
O que os clientes e parceiros da EDS e HP acharam do negócios?
Então, onde está o benefício para clientes da HP e da EDS? E onde estão os riscos? Na última vez que a HP decidiu por uma fusão com uma grande companhia com sede no Texas, não foi bem sucedida. Em 2002, o negócio com a Compaq gerou uma batalha com difícil integração, e tornou-se o principal motivo que levou Carly Fiorina, antecessora de Hurd, à demissão.
Eles são azuis?
Hurd é contrário à idéia de criar uma IBM - organização de serviços. E, embora seja natural que apareçam rápidos paralelos com a Big Blue, há diferenças críticas entre os serviços globais de IBM e EDS.
O foco da EDS é serviços de infra-estrutura - gerenciamento de data centers, help desks e redes, o que dá a Hurd a oportunidade de recolocar pessoas em data centers com hardware e tecnologia HP. E a EDS daria à HP acesso a vários data centers.
E aqui vai a pergunta animadora. "Nós temos que automatizar mais coisas", declarou Hurd em uma conferência do Morgan Stanley, em 2007, em resposta a uma pergunta sobre os serviços da IBM. "Quando você passa a administrar o data center de um cliente, houve uma razão para isso.
Tipicamente, o cliente faz o negócio porque houve algum problema que ele não sabe como resolver. Mas se você não tem as ferramentas certas, tudo o que você fez foi herdar um problema. Você terá que transformar isso ou você não fará dinheiro".
Outras notícias sobre EDS:
> Fusão HP/EDS pode levar a demissão de funcionários
> É oficial: HP fecha compra da EDS por 13,9 bilhões de dólares
> "Investimos mais de US$ 50 mi na EDS Brasil", diz diretor geral
> EDS quer mão-de-obra qualificada para terceirizar a partir do Brasil
A IBM, assim como a EDS, provê serviços de infra-estrutura. Mas também é grande em consultoria. A EDS tentou se tornar mais como a IBM quando adquiriu a empresa de consultoria A.T. Kearney, em 1995, mas o negócio realmente nunca foi concretizado e a A.T. Kearney voltou aos antigos donos, em 2006.
Um acordo feito em…?
Os analistas não estão certos de se a fusão vai realmente ajudar a EDS e a HP, mesmo se elas puderem ver lógica em alguns aspectos disso.
Uma fusão significa que a HP “está comprando uma enfrentadora de batalhas de serviços de TI”, afirma Paul Roehrig, analista do Forrester Research. É um movimento que vai expandir a capacidade global da HP, enriquecendo sua base de clientes e, em tese, fazer muito pela área de serviços da HP. “Eu não estou certo da necessidade de fazer isso”, diz.
Uma tendência em terceirização tem sido um movimento distante dos grandes acordos de compra, em que um fornecedor provê uma sopa de letrinhas em serviços de TI e equipamentos. Hoje, muitas compras de companhias com fabricantes múltiplos para preencher nichos específicos de TI, levando-os contra uns aos outros e os afastando de suas necessidades. Isso é difícil de fazer quando você está lidando com Golias.
“A EDS ganhou muitos negócios porque eles não eram a IBM”, afirma Peter Allen, um parceiro e diretor de gestão da TPI no Texas, representando que eles foram independentes de hardware.
Mas Allen diz que o negócio pode fazer sentido se adquirir a EDS vai colocar isso em uma posição melhor para oferecer serviços em cloud computing, como parte de um grande usuário para transferir a oferta de serviços. “Isso é parte de uma visão de como as empresas vão adquirir recursos de computação?”
A HP já tem uma operação de serviços significante, que gerou cerca de 16,6 bilhões de dólares no último ano, diz Stan Lepeak, um diretor de gestão da EquaTerra, companhia de consultoria.
A EDS tem expandido o quadro de pessoas para a terceirização de processos de negócios, algo que a HP também está fazendo bem. “Eu acredito que eles (EDS) tem um grande catálogo de ofertas que se encaixam com os produtos oferecidos pela HP”, diz.
Acompanha a HP há um tempo um pequeno status de “perdedora” para a IBM, por causa do caráter de serviços da organização. E enquanto os competidores podem bater nos serviços da IBM, como intenção de vender hardware, Charles King, analista da Pund-IT, diz que “o fato é que a IBM não segura uma arma na cabeça de qualquer um”.
“Na medida em que os data centers aumentaram sua complexidade e sua distribuição, eles se tornaram mais difíceis para os negócios os gerenciarem”, afirma King. Isso vai fazer serviços como os que a HP pode oferecer com a EDS, com mais apelo. Isso também vai permitir que a HP “compita de forma mais eficaz com a IBM – a IBM com em quem eles estão atirando, conclui.
Patrick Thibodeau - Computerworld, EUA
Conheça os 100 melhores CIOs do país
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar
A elite do RH de TI e Telecom no Brasil
Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.
Veja o Especial


