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Indianas TCS e Satyan comemoram incentivos fiscais do governo

Presidentes das companhias indianas recebem de forma positiva o pacote de desoneração do governo brasileiro e dizem que competitividade e exportação de software vão aumentar.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

14 de maio de 2008 - 20h34
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Os presidentes da Satyam e da Tata Consultancy Services (TCS), Ideval Munhoz e Cesar Castelli, respectivamente, receberam muito bem a notícia da nova política industrial do governo federal. Os profissionais acreditam que vão aumentar a competitividade do Brasil tanto contra países latino-americanos, que já têm políticas de incentivo, quanto em relação à própria Índia.

Castelli, da Tata, diz que a unidade brasileira já estava com dificuldade de se equiparar com outras filiais da indiana espalhadas a América Latina, que já contavam com incentivos do governo. “Alguns clientes com uma tendência natural de fazer serviços de aquisições estavam indo para outros países, em outros locais na América Latina em que a TCS está presente, porque os preços eram mais baixos”, diz o presidente da TCS, referindo-se a países como Argentina, Chile e Colômbia.

Agora, aponta o executivo, boa parte dos que solicitaram serviços vão poder voltar a olhar para o Brasil. “E o País tem o diferencial de contar com pessoas com conhecimentos de processos globais e pessoas treinadas na área, por causa da dimensão de iniciativas feitas internamente”, afirma.

Castelli acredita que as medidas não solucionam o problema do custo, mas que aumenta a competitividade do Brasil, apesar de ainda estar longe da Índia. “O bom é que o Brasil agora tem um custo melhor e que, apesar de ainda não ser o menor, consegue concorrer por causa da qualidade de mão-de-obra”, comemora.

O presidente da Satyam, Ideval Munhoz, por sua vez, conta que como 70% de sua operação é voltada para exportação, as medidas anunciadas são muito positivas. “Não acredito que as medidas são suficientes, mas é um primeiro passo muito importante para quem até então não tinha nenhum incentivo estruturado”, diz.

Segundo ele, o incentivo deve fazer o volume de exportações crescer. Munhoz afirma que o quadro de funcionários da empresa no País, que hoje tem 150 profissionais, deverá subir para 400 pessoas, com crescimento nos negócios de 200% em relação a 2007.

O executivo completa que desde que chegou no Brasil, em 2003, trabalha para tornar a operação uma exportadora para o mercado norte-americano. “Até nos associamos à Brascom”, acrescenta. Com as medidas, Munhoz afirma que apesar de o dólar baixo intimidar as exportações, os incentivos vão representar uma contrapartida. “Poderemos até mesmo acelerar a migração de serviços feitos hoje na Índia e diversificar os locais de desenvolvimento e entrega de software, que é uma exigência dos clientes”, finaliza.

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