Negócios
De olho no Brasil, CEO da CA vem ao país pela 2ª vez em um ano
Executivo ressalta importância do mercado nacional para a empresa e diz que papel do CIO nas organizações é pensar estrategicamente.
Por Fabiana Monte, do COMPUTERWORLD
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Em um ano, John Swainsson, CEO mundial da Computer Associates visitou o Brasil duas vezes. O objetivo é acompanhar a realidade, as transformações e as oportunidades do mercado brasileiro, classificado por ele como "um ambiente muito sofisticado, com clientes earlier adopters".
A representatividade do país na receita mundial da CA é pequena - um dígito apenas, mas o Brasil tem importância estratégica para os negócios da Computer Associates, garante Swainsson. "Sem dúvida, é o maior mercado na América Latina e um dos maiores do mundo", repete o CEO, sem divulgar números, devido à política da empresa.
Segundo Laércio Albuquerque, country manager da CA no Brasil, o mercado brasileiro tem crescido na casa dos dois dígitos e deve manter o ritmo em 2008. Os setores de segurança e governança são os mais prósperos, na avaliação do executivo. "Temos nos beneficiado por regulamentações internacionais, principalmente por causa da Sarbanes-Oxley", completa.
Tanto Swainsson quanto Ajei Gopal, vice-presidente executivo e gerente-geral das unidades de negócios de segurança e gerenciamento da CA, defendem que as empresas devem pensar, simultaneamente, em estratégias de negócio e de TI. Para os executivos, este é o atual papel de CIOs (Chief Information Officers). "A estratégia das empresas depende da tecnologia", justifica o CEO da CA. "Em muitas companhias, a TI é a estratégia", destaca.
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E o avanço de temas como mobilidade, SOA e convergência deixa a tecnologia ainda mais no centro das discussões. Como garantir segurança e disponibilidade de soluções deste tipo? Para Gopal, esses são apenas novos elementos que surgem em um ambiente que já é bastante complexo.
"Uma coisa interessante sobre tecnologia é que sempre há períodos de transformação", reflete Gopal, exemplificando o momento em que surgiram os Pcs, em contrapartida ao mainframe. "As tecnologias velhas não acabam, elas coexistem", analisa. "Por isso é importante unificar a gestão de todo o ambiente, para que se tenha uma visão completa do negócio", orienta.
E a complexidade do ambiente tecnológico deve-se intensificar ainda mais nos próximos cinco anos, na opinião de Swainsson. Ele acredita que haverá ainda mais redes e infra-estrutura, com um menor número de pessoas fazendo menos coisas, o que significa que existirão mais provedores de serviço. "Nossa meta é e será gerenciar a heterogeneidade dos ambientes de TI", finaliza.
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