Negócios
Matera planeja expansão para sete estados brasileiros
Antes de consolidar novos centros de desenvolvimento, a companhia pretende estabelecer verificar a capacidade de mão-de-obra das 15 localidades pré-selecionadas.
Por Pro Denise Sammarone, da Channel World
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Com as exportações em ritmo de queda, seja por conta do aumento da competição no mercado internacional, seja por que o dólar enfrente forte desvalorização, a Matera (integradora e fábrica de sofware focada em serviços para o setor financeiro) desenhou plano para montar novos centros de desenvolvimento no País, como forma de intensificar os resultados provenientes do mercado brasileiro.
"A demanda interna por parte dos bancos [setor na qual a integradora é especializado] vem crescendo sensivelmente, porém a capacidade do mercado - em especial no eixo Rio-São Paulo - de entregar mão-de-obra especializada em TI encontra-se em vias de esgotamento", explica Celso Gonçalves, diretor de TI da companhia, que adiciona: "É preciso, além disso, fortalecer os mercados regionais e descobrir talentos espalhados em localidades remotas, regiões as quais mantenham características de tornarem-se pólos de serviço de tecnologia."
O programa de expansão, o qual está previsto para para ser iniciado em setembro e não tem prazo determinado para ser concluído, de acordo com Gonçalves, tem seu ponta-pé inicial nesta semana e se estende ao longo dos próximos 60 dias a partir da prospecção de profissionais nas localidades pré-selecionadas: Bauru, Marília, Presidente Prudente, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, em São Paulo; Campo Grande e Dourados, no Mato Grosso do Sul, Feira de Santana e Salvador, Bahia; Florianópolis, Santa Catarina; Itajubá e Santa Rita do Sapucaí, Minas Gerais; Londrina e Maringá, Paraná; e Recife, Pernambuco.
Esta ação, explica o diretor de TI, tem como objetivo verificar o potencial das localidades por meio da presença de profissionais qualificados. Além da capacidade de entrega de mão-de-obra qualificada, os critérios para a escolha das localidades que devem abrigar os novos centros serão de qualidade de vida e potencial de crescimento da indústria de TI.
O executivo não projeta o número de centros de desenvolvimento que serão constituídos até o final do ano, mas adianta que cada unidade de serviços terá, abrigará, no mínimo dez analistas de desenvolvimento. "Esse é um número mínimo considerado plausível para atender uma capacidade mínima de projetos", indica Gonçalves, acrescentando que, a medida que os centros alcançarem um amadurecimento operacional, o nível de qualificação dos profissionais também ganha novas exigências. Para tal, neste segundo momento, serão contratados gerentes de projeto, analistas de requisitos e testadores.
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