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Em carta, Icahn ataca líderes do Yahoo afirmando que eles só querem manter seus empregos

O investidor continua em sua batalha contra a diretoria do Yahoo dizendo que a recusa à aquisição da Microsoft foi contrária ao interesse dos acionistas.

Por IDG News Service

04 de junho de 2008 - 17h43
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Em carta enviada ao presidente do conselho do Yahoo, Roy Bostock, Carl Icahn atacou os diretores do portal e o CEO Jerry Yang por conta das medidas tomadas para evitar que a compra não solicitada da Microsoft fosse concluída.

“Venho reclamando constantemente sobre quão longe o CEO e o conselho do Yahoo estão indo para manter os seus empregos, mas até eu me surpreendi com a decisão de Jerry Yang e do conselho do Yahoo para entrincheirar-se em suas posições e impedir que os acionistas decidam se querem vender para a Microsoft”, escreveu Icahn.

O Yahoo não respondeu o pedido de comentários sobre a carta.

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Como confirmou em entrevista ao The Wall Street Journal, Icahn reiterou que não acredita que a Microsoft não vai voltar à mesa de negociações enquanto o atual conselho e Yang estiverem no comando do Yahoo.

“A melhor chance de combinar a Microsoft e o Yahoo está em substituir Yang e o atual conselho por outro conselho que esteja pronto para negociar de boa fé com a Microsoft e que a Microsoft consiga confiar para operar a companhia durante o longo período entre a assinatura do negócio e o seu fechamento”, escreveu Icahn.

Icahn disse, também, que ficou horrorizado com o valor do plano de compensação para os funcionários do Yahoo que garantiria a eles benefícios generosos se a companhia fosse adquirida. Com o plano, a Microsoft teria que pagar 2 bilhões de dólares a mais do que o preço de aquisição.

“Até agora, acreditava ingenuamente que máquinas autodestrutivas eram apenas ficção dos filmes de James Bond. Nunca acreditei que elas pudessem ser ativadas na vida real. Acho que nunca soube sobre Yang e o conselho do Yahoo”, escreveu.

Ele chamou de insultante a postura da diretoria do Yahoo de afirmar que estavam dispostos a negociar e que não entendiam o porquê da Microsoft ter desistido.

“O conselho foi convenientemente negligente em relatar para os acionistas a magnitude do plano em pauta para tornar praticamente impossível para a Microsoft continuar negociando”.

O que incendiou a fúria da última carta de Icahn para Bostock foi o processo de classe movido em fevereiro na corte Chancery do estado Delaware. O juiz William Chandler decidiu na segunda que a corte não deveria manter os documentos do processo em segredo, apesar dos argumentos do Yahoo em contrário.

Juan Carlos Perez - IDG News Service, EUA

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