Publicidade

COMPUTERWORLD - O portal voz do mercado de TI e Comunicação

Negócios

Brasil sobe em ranking de infecções impulsionado por inclusão digital

Aumento no acesso à web por classes menos abastadas e leis fracas conduzem crescimento de infecções de brasileiros, aponta Kaspersky.

Por Guilherme Felitti, do IDG Now!

06 de junho de 2008 - 08h00
página 1 de 1

A inclusão digital também tem seu outro lado. Além de permitir que milhões de brasileiros tenham contas de e-mail e usem serviços bancários online, a explosão no acesso à internet entre as classes mais baixas no Brasil alimentou a relevância no país no cenário internacional de segurança.

A constatação vem de dados, divulgados com exclusividade ao IDG Now!, pela empresa de segurança Kaspersky, que apontam que o país subiu da oitava para a sexta posição entre os países mais infectados do mundo em dois meses.

Em março, o foi responsável por 2,88% das infecções, ocupando a oitava posição. Dois meses depois, o país já ocupava a quinta posição no ranking com 3,86% das infecções mundiais.

Dmitry Bestuzhev, analista de vírus e consultor técnico da Kaspersky na América Latina, relaciona a escalada brasileira com a mistura entre estabilidade econômica e programas de inclusão que aumentaram a penetração de internet entre as camadas menos abastadas da sociedade.

O reflexo imediato na segurança vem do crescimento da participação da classe C na internet brasileira, alçada à maior classe social no Brasil pela mistura entre estabilidade financeira e abundância do crédito, e que já acumula mais de 6 milhões de novos internautas nos últimos três anos.

"Observamos que países, como é o caso do Brasil, a economia vem crescendo e a penetração de internet segue o mesmo ritmo, existem os fatores essenciais para ter este aumento na atividade de cibercrimes", relata Bestuzhev.

Há, evidentemente, a implicância da falta de experiência dos novos usuários, que navegam pela internet sem a defesa técnica necessária ou caem mais facilmente em golpes digitais, como phishings, dada a falta de desconfiança contra criminosos, explica.

Em contrapartida, a empresa vem registrando o aumento no registro de infecções por qualquer perfil de usuário por meio de pragas que infectam o micro da vítima apenas pela leitura de e-mails, o que tornaria qualquer experiência de segurança online praticamente inútil.

"Estas ameaças são causadas, por exemplo, por crackers que invadem o Linkedin e enviam algumas mensagens como indicações de conexões. Você checa rapidamente (o e-mail malicioso) e é infectado sem saber. Já vimos muitos serviços populares invadidos por ataques do tipo", relata.

Além da facilidade com que PCs com conexão à internet chegam às mãos de novos usuários, Bestuzhev cita também como possibilidades para o aumento uma suposta fragilidade na legislação brasileira contra cibercrimes.

“Não há uma legislação forte para punir (cibercriminosos no Brasil). Isto atrai crackers do mundo”.

Opinião do Leitor
Não há comentários para essa notícia
Publicidade
Publicidade
As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld