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Icahn lança novo ataque contra diretoria do Yahoo, que se defende

Investidor questiona compensações de Roy Bostock, chairman da empresa, e o acusa de não responder a questionamentos.

Por IDG News Service

09 de junho de 2008 - 16h35
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O investidor e bilionário Carl Icahn continua sua batalha pela venda do Yahoo à Microsoft.  Nesta segunda (09/06), Icahn enviou outra carta ao chairman da empresa, Roy Bostock, exigindo que o executivo que justifique suas compensações e acusando Bostock de, propositadamente, não responder questionamentos.

Ficou claro, com a carta, que Icahn está cada vez mais convencido da necessidade de destituir os diretores do Yahoo na próxima reunião de acionistas se quiser retomar as negociações com a Microsoft.

Ao mesmo tempo, a companhia enviou um comunicado à SEC (Securities and Exchange Commission, órgão americano similar à Comissão de Valores Mobiliários no Brasil) no qual pede que os acionistas reelejam a atual diretoria e rejeitem os candidatos apoiados por Icahn.

O foco das últimas discussões por cartas entre os dois lados, iniciadas na semana passada, foi a adoção de um plano de separação de funcionários, que, na opinião de Icahn e de alguns acionistas, é uma forma de sabotar a aquisição.

Mais sobre o fracasso da aquisição:
>Microsoft desiste da compra do Yahoo
>Yahoo costura acordo com Google
>Análise: o que será de ambas agora?
>Yang: negócio fez Yahoo "mais forte"
>Cobertura completa do negócio


Bostock alegou que o plano é necessário para manter os funcionários na empresa, que estariam inseguros por conta da demora na definição das negociações entre a empresa e a Microsoft.

Em sua mais recente carta, Icahn questiona os vencimentos de Bostock que, de acordo com o investidor, recebeu dez mil dólares por semana no ano passado. “Acredito que muitos acionistas estão interessados em analisar suas planilhas”, escreveu o bilionário, que reiterou seu pedido para a substituição do CEO do Yahoo, Jery Yang.

Já Yang e Bostock afirmaram no comunicado enviado à SEC que sempre estiveram abertos para as negociações com a Microsoft, desde que fosse feita uma proposta que gerasse valor aos acionistas da empresa.

Para os executivos, a entrada de Icahn e seus aliados no conselho da empresa vai resultar em perdas para os acionistas pelo fato do investidor não possuir outro plano além de vender a companhia para a Microsoft, mesmo com as indicações de que a empresa não tem interesse na transação atualmente.

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