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Para Accenture, personalização é futuro do setor bancário

Gary Curtis, diretor global da unidade de negócios dedicada a consultoria e serviços de TI, analisa tendências e desafios do uso da TI pelos bancos.

Por Fabiana Monte, do COMPUTERWORLD

10 de junho de 2008 - 18h18
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Personalização será a palavra de ordem no banco do futuro. Essa é a aposta de Gary Curtis, diretor global da Accenture Technoloy Consulting, unidade de negócios dedicada a serviços e consultoria de TI. Nesta quarta-feira (10/06), Curtis participa da palestra “O Banco do Futuro”, que acontece no Ciab 2008.

Em entrevista por telefone, o executivo falou com COMPUTERWORLD sobre desafios, tendências e fez uma análise a respeito do uso da tecnologia pelo setor bancário. Ricardo Chisman, líder da área de Tecnologia no Brasil da Accenture, também participou da conversa.
Acompanhe a cobertura completa do Ciab 2008

COMPUTERWORLD - Quais são as principais mudanças no uso de recursos de tecnologia da informação pelo setor bancário nos últimos tempos?

GARY CURTIS - Vejo muita atenção do setor bancário com inovação tecnológica voltada para o consumidor. Os bancos estão muito interessados aplicações SOA, como opção de aproximar a arquitetura da extrema personalização dos serviços. Hoje, mais do que no passado, o maior interesse dos bancos é na inovação derivada de tecnologias de consumo. E a arquitetura é o requisito para fazer com que isso funcione.

Os consumidores querem personalização da mesma forma que acontece com a tecnologia que usam no dia-a-dia, como o iPhone e o iGoogle, que têm profunda penetração entre consumidores finais. Essa é uma lição para todas as empresas de todas as indústrias.

CW - Mas como está a adoção pelos bancos?

CG - Os bancos estão em estágios diferentes. Alguns estão mais avançados, outros menos. Na Ásia, eles tiveram um forte progresso no que diz respeito a personalização e customização, mas isso realmente depende do banco, do mercado, de diversos fatores. O que posso dizer é que, sem dúvida, esta é uma tendência que certamente é forte.

CW - No Brasil, qual é o estágio? Os bancos no país estão avançando da mesma maneira?

RC - No mercado brasileiro, veremos diversas novas iniciativas dos bancos em termos de mobilidade e integração de canais como celulares, internet, telefones fixos. Tudo isso é personalização. Podemos ver várias dessas tendências aqui no Brasil, por isso, acredito que não estejamos atrás de nenhum país nesses aspectos.

CG - É importante ressaltar o rápido crescimento da telefonia móvel no Brasil. Isso realmente incentiva a inovação, tanto para consumidores quanto de produtos. Em alguns países asiáticos, acredito que a população pulará etapas, usando mais as tecnologias de mobilidade, que são, inclusive, mais baratas do que comprar um PC, por exemplo. Além de mais baratas, o uso dessas tecnologias está mais disseminado.

CW - Mas esse cenário é possível em um mercado como o brasileiro, onde os celulares pré-pagos representam cerca de 80% da base de aparelhos e as tarifas de uso de internet móvel ainda são altas?

CG - Sim. As tecnologias de mobilidade levam inovação para todos os setores e acredito que os valores das tarifas cairão à medida que a penetração do uso desses serviços cresça.

Também é importante ressaltar que, para o banco, o custo de uma transação feita por meio de um canal móvel é muito menor do que uma transação feita pelo telefone fixo, com um atendente do outro lado da linha. Outro ponto que merece destaque é que quando um banco inova, ele pode usar uma personalização maior, permitindo que o cliente faça qualquer transação da forma que quiser.

CW - Em um relatório divulgado no início do ano a respeito da performance global de TI, a Accenture indicou que o primeiro semestre de 2008 seria a primeira vez em quase uma década que os investimentos de TI deixariam de ser voltados para substituir equipamentos. Isso se tornou realidade? As empresas já começam a enxergar a tecnologia da informação dessa maneira?

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