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Ministro da Justiça critica provedores de acesso e Google

Tarso Genro diz que empresas com servidores no exterior não acatam decisões da justiça e que registros não são armazenados corretamente.

Por Fabiana Monte, do COMPUTERWORLD

12 de junho de 2008 - 16h33
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O ministro da Justiça, Tarso Genro, criticou provedores nacionais, que, segundo ele, não armazenam registros de acesso corretamente, e empresas com servidores no exterior, "como o Google", que não acatam decisões da justiça brasileira.

Genro admitiu também que o Brasil está atrasado do ponto de vista legal em relação ao avanço da tecnologia, criando uma brecha para o crescimento de crimes cibernéticos.

"A transformação tecnológica está adiante das estruturas técnicas e legislativas que o estado deve ter para responder a crimes do tipo", declarou no ministro, em painel realizado no CIAB.

O deputado Julio Semeghini, no entanto, defendeu que a mudança na legislação não é a única solução para combater este tipo de delito. "É preciso negociação internacional", afirmou, referindo-se à Convenção de Budapeste.

O Ministro da Justiça, Tarso Genro, defendeu-se, dizendo que a "blindagem de interesses" de países de ponta dificulta a participação do Brasil na Convenção de Budapeste, cuja proposta é promover o combate internacional a crimes cibernéticos.

"A convenção foi estruturada por nações de ponta, que não levaram em conta as necessidades de países como o Brasil", afirmou em palestra realizada no CIAB.

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