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Negócios

Ministro do Desenvolvimento admite que política de desoneração beneficia principalmente grandes empresas

Miguel Jorge criticou falta de interesse da iniciativa privada em investir em novas empresas de tecnologia da informação.

Por Fabiana Monte, do COMPUTERWORLD

13 de junho de 2008 - 13h26
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O Ministro do Desenvolvimento, Indútria e Comércio, Miguel Jorge, admitiu nesta sexta-feira (13/06), no CIAB, que as grandes empresas são as principais beneficiadas pela Política de Desenvolvimento Produtivo (PDD), anunciada pelo governo em março.

"Quanto mais mão-de-obra, maiores os benefícios", declarou o ministro, referindo-se à desoneração da folha de pagamento, uma das medidas que fazem parte do PDD.

Fazendo uma comparação, o ministro disse que mão-de-obra representa de 16% a 18% do custo de um carro. Na área de Tecnologia da Informação, este percentual é entre 70% e 80%. Por isso, segundo ele, a redução de impostos sobre a folha de pagamento significa um passo importante para aumentar a competitividade do Brasil em relação à Índia e à China, mas destacou que é preciso fazer mais pelo setor.

"Deveríamos ter ido mais à frente", afirmou, antecipando que o governo está discutindo uma política que atenda pequenas e médias empresas, mas sem revelar prazo para que ela seja estabelecida e anunciada.

O ex-ministro da Fazenda e deputado federal, Antônio Palocci, declarou que incentivos especiais são importantes para o setor de software, principalmente no momento atual quem que acontece uma grande disputa entre países emergentes por esse mercado.

De acordo com Jorge, a IBM vai contratar 5 mil pessoas por conta da política industrial. "Temos informação de empresas que estão transferindo serviços e processos para o Brasil", contou, sem indicar quais seriam as outras corporações.

Jorge criticou a iniciativa privada, especialmente o setor bancário, por não investir em novas empresas de tecnologia, com a criação de fundos de investimento nos moldes do que é prática nos Estados Unidos. O presidente da Febraban, Fábio Barbosa, concordou, dizendo que às vezes a iniciativa privada coloca toda a responsabilidade no governo.

"Outro problema é que as pequenas e médias empresas não conseguem acesso a crédito porque não têm garantias para oferecer e os bancos têm que seguir um processo grande de análise de crédito", analisou o ministro.

Apesar disso, Jorge criticou as empresas de TI que "não estariam aproveitando os benefícios oferecidos pelo governo". Para ele, falta informação. "E o governo tem sua parcela de culpa, porque deveria informar melhor", ressaltou o ministro.

Opinião do Leitor [1 comentários]

Novas Empresas de TI

Vejamos algumas dificuldades, quando uma empresa de TI é lucro presumido paga se os seguintes impostos sobre o faturamento bruto
IRPJ 4,8, PIS 0,65, COFIS 3, CSSL 2,88, ISS 5,00 dependendo de cada municipio e mais 21 % sobre o valor da folha de pagamento. Falta de linhas de crédito para incentivar essa area de negócio.
A empresa pequena contrata o estagiario forma ele, depois vem a grande que paga mais e toma esse funcionario que ja esta lapidado.
A CNC e o SEBRAE fizeram projetos para conscientizar MPEs da importancia/vantagens de se automatizar e estar conectado e isto tem movimento o mercado no Brasil.
A culpa realmente não é toda do Governo, no entando poderia se reduzir a Carga Tributaria para pequenas empresas com faturamento até R$ 1200000,00 e com isso poderiamos pagar mais a nossos funcionarios o que melhoraria a balança entre grandes e MPEs.
Eleandro - 13 Jun 2008, 18h00
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