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Negócios

Software nordestino cresce em novos mercados

Distância dos grandes centros consumidores cria cultura de desenvolvimento com foco em necessidades e setores diversos.

Por Fábio Barros, do COMPUTERWORLD

18 de junho de 2008 - 07h05
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Os pólos de desenvolvimento de software do Nordeste estão prontos para a exportação e a maturidade não vem de empresas criadas especificamente com este fim, mas da necessidade de atender a centros consumidores distantes. Aprendida a duras penas, a experiência pauta hoje empresas incubadas – ou já em plena operação – em Campina Grande (PB), Recife e Olinda (PE) e Salvador (BA).

“Em termos de arranjo, as empresas daqui não se limitam ao mercado local ou regional. O mercado delas é nacional e elas têm consciência disso”, afirma Eduardo Paiva, coordenador geral do Softex/PE. É esta consciência, segundo o executivo, que prepara as empresas para o crescimento. Com o tempo, elas aprenderam a relevar suas dificuldades e tirar proveito das vantagens que levam sobre seus concorrentes instalados no Sudeste.

Mapa da Inovação no Brasil:
Existem mais de 12 pólos de tecnologia do Sul do Brasil
Pólos de tecnologia do Sudeste

“Aqui temos diferenciais de custo de produção, custo de operação e também um fator de integração muito grande entre as empresas. Elas estão próximas, a troca de informações e a colaboração é mais ágil. Isso é um elemento catalizador”, afirma Paiva. Não por acaso, Pernambuco conta hoje com algo entre 150 e 170 empresas de desenvolvimento de software, com faturamentos anuais que variam de 200 milhões de reais a 2 milhões de reais.

E o crescimento não se restringe a Pernambuco. O PBSoft, instituição incubadora de empresas de software do Estado da Paraíba, trabalha atualmente com cerca de 70 empresas. Segundo Elma Leal, gerente da incubadora, cerca de 50% destas empresas dedicam-se exclusivamente ao desenvolvimento de aplicativos. “Estas empresas empregam hoje cerca de 700 pessoas e desenvolvem aplicativos que vão desde a gestão eletrônica de documentos até tornozeleiras eletrônicas”, explica.

Em 2007, as empresa ligadas ao PBSoft movimentaram 24,6 milhões de reais e exportaram o equivalente a 685 mil dólares em aplicativos. O valor refere-se a desenvolvedores instalados hoje em cidades como Campina Grande – onde o pólo começou -, João Pessoa e Patos, no sertão da Paraíba.

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