Negócios
Software nordestino cresce em novos mercados
Por Fábio Barros, do COMPUTERWORLD
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Retenção
Se o ambiente é propício para a criação de empresas, alguns centros começam a tomar medidas para mantê-las. É o que o CESAR vem fazendo desde o ano passado. Quando foi criado, em 1996, o Centro tinha o objetivo de chegar a 2006 com participação em empresas incubadas que lhe rendesse algo em torno de 10 milhões de reais ao ano, que seriam utilizados em investimentos em novos produtos.
“Isso acabou não acontecendo, porque as empresas que incubávamos, tão logo se mostrassem viáveis, eram compradas integralmente por outras companhias. Não que isso fosse ruim, mas poderia ser melhor se elas ficassem aqui por mais tempo”, afirma Cavalcante. Hoje, o CESAR não incuba mais empresas, mas cria linhas de produtos dentro de sua própria estrutura. Segundo o executivo, o Centro vai ao mercado, identifica um problema real, cria uma solução e depois a generaliza para o restante do mercado. Uma vez madura, aí sim esta solução pode vir a se tornar uma empresa.
O projeto abrange também os colaboradores do Centro, que desde o ano passado podem participar o projeto Garage: se eles tiverem boas idéias, elas podem ser transformadas em produtos e, se ele for aprovado, o ‘pai’ ganha participação nos resultados de vendas. “Com isso passamos a ter uma cesta de produtos, que podem ou não virar empresas. Mas a inovação agora é interna”, diz. Parece ter funcionado: o Centro terminou 2007 com faturamento de 48 milhões de reais, bem mais do que os 12 mil reais faturados em 1996.
Alguns números
R$ 48 milhões - Foi o faturamento do CESAR em 2007
R$ 15 milhões - Estão sendo investidos na criação da Tecnovia, na Bahia
R$ 24,6 milhões - Foi o total movimentado pelas empresas ligadas ao PBSoft
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