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Unisys aposta no mercado de nota fiscal eletrônica

Empresa aposta no modelo de outsorcing e quer conquistar 100 grandes empresas como clientes até o fim do ano. Gollog é a primeira.

Por Fabiana Monte, do COMPUTERWORLD

25 de junho de 2008 - 17h59
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A Unisys entrou no mercado de nota fiscal eletrônica, com a oferta de uma solução no modelo de terceirização. Até o fim do ano, a empresa espera contar com 100 clientes do serviço, com foco, principalmente, em grandes corporações, que emitem um alto volume de notas fiscais.

“O valor individual por nota fiscal emitida é pequeno, portanto, é preciso volume para o negócio ser bom para nos”, afirma Mauricio Monteleone, diretor da área de comércio e indústria da Unisys.

No modelo, o cliente paga por nota fiscal emitida. O contrato estabelece uma franquia mensal mínima, além de níveis de serviço e disponibilidade da aplicação 24X7.

Segundo Monteleone, a solução faz com que o custo por nota fiscal eletrônica emitida fique abaixo dos gastos com impressão de uma nota fiscal em papel com seis vias. A versão eletrônica do documento pode chegar a 0,15 reais, no caso de corporações de grande porte que emitem acima de 50 mil notas fiscais por mês. Em papel, o custo varia de 0,20 a 1 real, no caso de pequenas empresas.

O primeiro cliente da solução de nota fiscal eletrônica da Unisys é a Gollog, que emite mais de 50 mil notas por mês. O contrato foi assinado em março e o projeto está na fase de homologação da interface de integração do sistema de cargas com a aplicação de nota fiscal eletrônica. A previsão é que até julho tudo esteja finalizado. O valor do contrato não foi divulgado.

De acordo com a Unisys, a implantação da solução leva de 30 a 60 dias. A etapa crítica é o desenvolvimento das interfaces entre o ERP do cliente e o sistema de nota fiscal eletrônica. No caso da Gollog, a empresa contratou a Unisys para executar esta tarefa, mas o cliente pode desenvolver a interface por conta própria.

A principal vantagem do modelo oferecido pela Unisys, segundo Marcelo Piquet, vice-presidente da área de consultoria e integração de sistemas da Unisys Brasil, é que a empresa-cliente não precisa investir em software, hardware e mão-de-obra para desenvolver e garantir a continuidade de sua solução de nota fiscal eletrônica.

"Se ela não enfrentar problemas no desenvolvimento, provavelmente, no longo prazo, o modelo interno terá um custo menor por nota fiscal, mas esse investimento será amortizado com o tempo", pondera. "Dificilmente uma solução in house se paga, porque o cliente terá sempre que investir na manutenção da solução", completa Monteleone.

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