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CIOs reprovam fim das vendas do Windows XP em caixa

Profissionais de empresas usuárias de TI e profissionais da rede social CW Connect avaliam que a Microsoft poderá ter dificuldades maiores do que outras ocasiões.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

27 de junho de 2008 - 07h00
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Nesta sexta-feira (27/06), a Microsoft vai encerrar as vendas do Windows XP em caixa. Mas CIOs como Cláudio Fontes, da Spaipa, vencedor do prêmio IT Leaders 2007, e Fernando Birman, da Rhodia, não acreditam que seja uma decisão correta da empresa.

Para Fontes, por exemplo, encerrar a venda do XP não parece uma decisão inteligente nesse momento, por dois motivos. “As empresas dão sinais claros que não pretendem migrar para o Vista em virtude da capacitação de recursos humanos; e o mercado não reconhece que o Vista esteja suficientemente maduro para suportar os requerimentos das empresas”, enumera.

A estratégia de forçar a migração, o que indiretamente é o que vai acontecer, na opinião do gerente da divisão de TI da Spaipa, é o caminho contrário que as companhias buscam.

Birman, entretanto, lembra que o Windows é um produto que tem dominado o mercado pessoal e corporativo há muito tempo. “Ao longo do tempo tivemos vários ciclos em que as expectativas do seu reinado estiveram altas e baixas. Hoje, estamos vivendo mais uma vez uma época de perspectivas pessimistas”, diz.
 
O executivo – que atuamente está baseado em Lyon, na França – avalia que a Microsoft já jogou duro no passado, impondo a sua vontade ao mercado. “A resistência ao Vista pode trazer algum impacto negativo à Microsoft, mas nada que ela não tenha vivido antes”, completa. Por outro lado, lembra, cada vez mais empresas se mostram dispostas a correr riscos e estudar as alternativas ao Windows e a família Office.

Participantes da CW Connect, a rede social para profissionais de tecnologia da informação e telecomunicações criada pelo COMPUTERWORLD, concordam. Fábio Daniel, consultor de TI para pequenas empresas, conta que gerencia redes de cinco empresas e que ainda não aprovou a entrada do Vista em nenhuma estação de trabalho. “A exceção fica para os notebooks do pessoal de gerencia ou diretoria, já que não usam os softwares de rotina nas empresas, mas que mesmo assim enfrentam algumas dificuldades”, relata.

Outro participante da CW Connect, Horacio Fialho Moreira, consultor de TI, lembra que a própria Microsoft demonstrou estar insegura em relação a essa medida há pouco tempo, quando Ballmer declarou na Bélgica que o prazo poderia ser estendido – o que foi desmentido por outro executivo da empresa logo depois.

“Penso que eles terão dificuldades sim, uma vez que a resistência ao Vista está maior que em outras oportunidades, quando houve troca de versões do Windows”, afirma.

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Opinião do Leitor [1 comentários]

A hora é agora

Por alguma razão obscura a MS tomou esta decisão ao mesmo tempo em que a Apple decola na plataforma Intel. Com esta estratégia e considerando as ofertas de pacotes office online e/ou gratis além da curva de aprendizado do Vista, abre-se espaço para a migração para o MAC e não para o Vista, afinal o MAC é estável, saudável e etc. Por outro lado, learning curve por learning curve, vai de Linux mesmo que sai muito mais barato...
joao jose santini - 30 Jun 2008, 11h07
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