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Diretoria do Yahoo revela termos de conversas com Microsoft

Conselho do Yahoo começa a defender suas ações para evitar substituição no encontro anual de acionistas.

Por IDG News Service

01 de julho de 2008 - 10h42
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A diretoria do Yahoo fez uma apresentação nesta segunda-feira (30/06) para acionistas com o objetivo de questionar a sinceridade da Microsoft nas negociações de compra da companhia, enquanto defendia suas próprias ações.
O conselho do Yahoo enfrentará os votos de seus acionistas no começo de agosto, em encontro que colocará à prova se o caminho alardeado pelo megainvestidor Carl Icahn virará realidade.

Mais sobre o calvário do Yahoo em 2008:
> Microsoft desiste da compra do Yahoo
> Yahoo costura acordo com Google
> Análise: o que será de ambas agora?
> Cobertura completa do "Microhoo"

A apresentação serviu para que o conselho se defendesse, dizendo que sua postura nas negociações foi correta e que os executivos deveriam se manter em suas posições.

O arquivo de 32 páginas detalha extensas conversas que a Microsoft conduzia até o fim abrupto. Na verdade, a linha do tempo mostra o que parecem ser táticas de negociação voltadas à compra do Yahoo sem discussões do preço.

Segundo o Yahoo, representantes das duas empresas se encontraram pela primeira vez em 26 de fevereiro para negociar. Em março, as companhias falavam sobre questões regulatórias, mas o Yahoo insiste que pediu por dados que nunca foram revelados, suposto indicativo que a Microsoft não levou o negócio a sério.

Em 5 de abril, a Microsoft ameaçou começar uma batalha proxy e reduzir o preço pelo Yahoo caso o acordo não fosse concluído em três semanas nos termos da Microsoft. Logo após, o Yahoo enviou uma carta aberta se dizendo disposto a um acordo, mas não pelos 31 dólares por ação oferecidos pela Microsoft.

Segundo o Yahoo, em 2 de maio, ¨a Microsoft oralmente afirmou que queria pagar 33 dólares por ação¨, mas ¨representantes da Microsoft exigiram aos do Yahoo que não citassem novamente os 38 dólares¨. No dia seguinte, o Yahoo propôs 37 dólares por papel, enquanto a ¨Microsoft retirou sua oferta horas depois¨.

A apresentação também detalha o motivo pelo qual a proposta da Microsoft pela busca do Yahoo não era boa para o portal, e defende a decisão do conselho de fechar acordo com o Google.

O Yahoo afirma que espera um incremento de até 450 milhões de dólares em sua receita durante o primeiro ano do acordo, sem qualquer mudança significativa em seus balanços com a oferta da Microsoft.

O acordo com a Microsoft colocaria o Yahoo à mercê da habilidade de monetização de buscas da gigante de software, nada competitiva com o Google, argumenta o Yahoo. No máximo, o acordo com a Microsoft tiraria o Yahoo do negócio de buscas.

O buscador, por fim, classificou a solução de Icahn de reiniciar conversas com a Microsoft de ¨não ser a resposta certa¨, indicando 15 companhias investidas por Icahn que tiveram acentuadas quedas nos preços de suas ações nos últimos meses.

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