Negócios
Axis transforma Brasil em centro de negócios para América do Sul
Fabricante planeja implementar seu programa de parceiros e aumentar a base de canais ativos em 30%.
Por Por Denise Sammarone, da Channel World
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O Brasil ganhou maior importância para a Axis Communications, fabricante de soluções de vídeo e segurança IP. A subsidiária brasileira passa, este mês, a sediar toda estrutura para atender os negócios da companhia na América do Sul.
De acordo com Alessandra Faria, que foi nomeada diretora regional de vendas da Axis para América do Sul e acumula o comando da operação brasileira, essa nomeação corresponde a uma maior independência para toda a região. "Passar a ser o ponto central de pré e pós venda, suporte e marketing, traz para maior visibilidade dentro da operação global", detalha Alessandra.
Inicialmente, indica a executiva, o escritório vai contratar cerca de 12 profissionais para compor o backoffice de cada país sulamericano, que também vai contar com presença local, processo de estruturação que já está mais adiantado na Argentina, Chile e Colômbia.
Esse ganho de autonomia deve refletir, analisa Alessandra, em mais investimentos. E apesar de não estimar quanto mais a região passa a receber como injeção financeira, Alessandra indica: "O incremento deste montante vai ser compatível com a meta de crescimento agressivo, da ordem de 60% neste ano fiscal".
Como ponto central, a responsabilidade do Brasil diante desta meta, acrescenta a diretora regional, é responder por pelo menos metade deste crescimento. "E existe um potencial para toda a região de crescimento na casa dos 40% ano sobre ano até 2011", estima Alessandra, que frisa: "Para os canais locais o impacto será crescimento das oportunidades de negócios".
Na esteira dessa estrutura que está sendo montada, a Axis planeja implementar, até o final de 2008, o seu programa de canais - Axis Channel Partner Program -, que contemplará política de preços mais agressiva, regras mais claras de marketing, treinamento e certificações. "A meta é, até dezembro, transportar todos os canais para dentro do programa", conclui Alessandra.
Para o Brasil, reforça a executiva, a estrutura de parceiros não sofrerá grandes modificações, já que respondendo por 100% da receita, está estável em três distribuidores - Afina, Anixter e CNT -, 35 canais ativos dentro de um universo de 230 cadastrados. A perspectiva, assim como se deu no ano fiscal, é a aumentar a base em 30%, informa Alessandra.
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