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Grandes empresas sofrem com queda da rede da Telefonica

Empresas como Marisa, Europ-Assistance, Makro e Eletropaulo estão indefesas diante da queda do sistema da Telefônica e já contabilizam prejuízo

Por Marina Pita e Thais Cerioni, da CIO

03 de julho de 2008 - 18h34
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Grandes empresas privadas e órgãos da administração pública nos âmbitos federal, estadual e municipal estão enfrentando problemas desde a tarde de ontém (02/07), por conta de falha técnica em equipamentos da Telefonica que está afetando sua rede de transmissão de dados.

Informações preliminares apontam para problemas no backbone da operadora que está impactando todos os usuários - empresas, governo e clientes residenciais - dos serviços de acesso à internet.

A rede de lojas Marisa define a situação como "muito complicada". Segundo o responsável pela área de infra-estrutura de TI da varejista, Sérgio Oliveira, a Telefonica ainda não se pronunciou sobre o motivo da queda do sistema.

"O cartão Marisa, private label, é o único que está em funcionamento. Agora só está mais tranquilo porque os clientes já estão cientes do problema", afirma Oliveira. Segundo ele, as empresas estão em busca de uma resposta e, diante da falta de informação, já estão procurando a sede da Telefonica na Espanha.

Com todo o relacionamento com clientes e fornecedores automatizado por meio de uma extranet, a Europ-assistance também vem sendo prejudicada pela queda da rede. Adriano Aquino, CIO da empresa, conta que está com problemas de acesso há quase 24 horas e ainda não tem previsão de normalização.

"A comunicação com clientes e fornecedores, todas as aplicações web e o contato com a unidade do Rio de Janeiro (feito via VPN) estão paralisados", revela, explicando que a empresa não possui redundância total do acesso. "Já estávamos fazendo os planos para contingenciar, mas agora certamente colocaremos em prática."

A rede atacadista Makro ficou com pontos-de-venda até dez horas sem links terrestres. Marco Antonio Ferreira Souza, CIO da companhia, afirma que nenhuma loja ficou parada, porque os sistemas estão montados para funcionarem mesmo sem rede, mas "não havia como mudar o preço de nenhum produto ou estabelecer qualquer comunicação por voz". A situação foi normalizada e, hoje, a Makro não registrou nenhum problema.

A AES Eletropaulo, empresa de transmissão e distribuição de energia, também sofre com os problemas na rede da Telefonica. Segundo o atendimento à imprensa da companhia, nenhum sistema ou serviço foi paralisado, mas "as lojas de atendimento, os postos 'Mais' da Eletropaulo e o call center estão atendendo com dificuldades". A companhia, que presta um serviço público, afirma que mantém contato com a Telefonica e aguarda a estabilização, mas diz ainda não ter previsão de retorno.

Prejuízos
A multinacional varejista francesa Fnac apontava até às 16 horas que o acesso ao seu site havia despencado quase 30%. A empresa, porém, espera recuperar o volume de acessos e vendas à noite - se o sistema já estiver normalizado - período em que a maioria das pessoas geralmente define as compras.

A Marisa já tem uma equipe montada para avaliar os prejuízos. "Já temos gente fazendo contas do impacto no negócio, afinal, estamos fora desde ontém", garante o diretor de infra-estrutura, Sérgio Oliveira. Enquanto tenta resolver a crise, Oliveira afirma que já pensa em um plano de contingência que passem por outra operadora.

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