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Microsoft define receita dos canais no modelo de SaaS

Empresa defende que o software mais serviço garante o dobro de lucratividade em relação à venda tradicional de licenças, após um período de cinco anos.

Por Denise Sammarone, da Channel World*

09 de julho de 2008 - 18h31
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Um ano após anunciar oficialmente o seu ingresso na modalidade de software como serviço (Software as a Service), a Microsoft divulgou, durante o evento mundial de canais - que acontece de 08 a 10 de julho, em Houston (Estados Unidos) - sua primeira medida concreta para os parceiros atuantes nesse novo formato. Na prática, a companhia estabeleceu que as revendas e os integradores que trabalharem com o modelo, devem receber 12% do valor da licença de software envolvida no projeto, durante 12 meses, passando para 6%, a partir do segundo ano do contrato.

Para consolidar esse valor de remuneração, Ana Claudia Pilhal, gerente de canais para o Brasil, explica que a Microsoft realizou um estudo detalhado, no último ano, no qual avaliou o valor médio das receitas com a venda de licenças tradicionais. Já sobre os resultados projetados com essa reumuneração para o País, a executiva responde: "Esse é um modelo a ser consolidado, portanto ainda não podemos projetar expectativas para os canais ou mesmo o impacto para os negócios no mercado brasileiro".
Ana Claudia indica que, por outro lado, em um comparativo com o modelo tradicional de venda de software, o estudo revelou que o software como serviço pode garantir uma rentabilidade até duas vezes maior em um prazo de cinco anos para os parceiros. 
A gerente indica ainda que o programa de canais vigente no Brasil não deve sofrer mudanças no primeiro momento, por conta da incorporação da prática do SaaS, a qual só deve fazer parte da política oficial de vendas indiretas a partir de 2009. "Estimamos que a estratégia de Software Mais Servico não esteja madura no mercado brasileiro antes de 24 meses", acrescenta.

Ainda sobre essa nova modalidade, a qual tem sido questionada pelos parceiros, o presidente da divisão de sistemas de negócios da Microsoft, Stephen Elop, fez questão de frisar:
"Esse novo formato, estudado e avaliado ao longo dos ultimos 12 meses, não altera o relacionamento com os parceiros, ou seja, o canal continua sendo o nosso contato com o cliente final".

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