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Oracle: queda do dólar gera aumento dos preços, diz Forrester

Desvalorização da moeda americana leva a empresa a compensar as perdas com uma nova política de preços. Alguns produtos tiveram aumentos de até 20%.

Por IDG News Service

11 de julho de 2008 - 11h39
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Em meados de junho, a Oracle soltou sua nova lista de preços dos seus produtos, incluindo as plataformas de ERP, CRM e de banco de dados. Alguns aumentos nos valores dos sistemas foram significativos.

Uma licença de banco de dados, por exemplo, saltou de 40 mil dólares para 47 mil dólares, uma diferença de quase 20%. Outros sistemas, como aplicativos financeiros, para Recursos Humanos e gerenciamento de ativos, tiveram aumentos de até 15%.

Diante dos dados, e da atual situação da economia americana, uma pergunta parece inevitável: por que elevar os preços agora, especialmente após os bons resultados divulgados pela companhia?

Ray Wang, analista da consultoria Forrester Research, alerta que aumentos em períodos de recessão econômica parecem ilógicos.

Entre as principais razões para isso está na desvalorização do dólar ocorrida nos últimos meses. Para Wang, recuperar essa desvalorização é o principal motivo “racional” para as mudanças de preço.

Mas a Oracle enfrenta dois problemas por conta disso, destaca o analista. O primeiro é que a companhia oferece uma lista global de preços para todos os seus produtos baseada na moeda americana.

Ao contrário da maioria dos fornecedores, que contabilizam as flutuações de câmbio dependendo da região, a Oracle mantém continuamente os preços em dólar, escreveu Wang em um relatório.

Com a enorme desvalorização da moeda americana, quem compra os produtos da empresa pagando em euros, libras ou yens terá um desconto de 30% a 35%. Como resultado, o aumento de preços afeta, principalmente, os Estados Unidos, enquanto que países da zona do euro não verão grandes mudanças.

Outro motivo para a elevação está no fato de Larry Ellison, CEO da Oracle, ter desafiado sua empresa a alcançar 50% de margem de lucro e 20% de crescimento de receita anual. Uma boa parte disso virá dos aplicativos de negócios da companhia, como os das linhas Hyperion, BEA e Siebel.

A Forrester estima que 50% das vendas da empresa estão fora dos Estados Unidos. A questão do câmbio ameaça os objetivos de elevar a margem e acaba gerando a necessidade de gerenciar os preços, disse Wang no relatório.

O analista também chama atenção para o fato de diversas consultorias estarem aconselhando a compra de sistemas em outras moedas, que não o dólar, para tirar proveito da situação.

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