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Analistas acreditam que mudança na liderança pode revitalizar AMD

Decisões de Hector Ruiz na segunda metade desta década são contestadas e espera-se que Dirk Meyer acelere a mudança de foco da companhia para a tecnologia.

Por IDG News Service

18 de julho de 2008 - 17h53
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A mudança na direção da AMD pode ter vindo tarde, mas é um risco que a companhia precisa correr para se tornar mais competitiva no mercado de microprocessadores, segundo os analistas.

A Advanced Micro Devices na quinta-feira (17/07) substituiu Hector Ruiz por Dirk Meyer, que agora é o CEO, depois de a organização anunciar pelo sétimo trimestre consecutivo perdas líquidas.

Ruiz vai continuar como presidente do conselho da empresa e vai ser o responsável por continuar a avaliar a estratégia de inteligência de recursos para reduzir os gastos financeiros da AMD.

A empresa teve sucesso na primeira parte desta década sob a gestão de Ruiz, mas falhou depois ao atrasar produtos e pela inabilidade de articular um mapa de desenvolvimento claro por chips, dizem analistas. A AMD também teve perdas significativas em participação de mercado para a Intel, mas a nova liderança deve dedicar energia para competir contra a maior rival.

A AMD pretende se livrar de alguns dos recursos de manufatura e voltar a ter foco no design e no desenvolvimento de microprocessadores, pelos quais Meyer pode ser o líder certo, aposta Jack Gold, analista da J. Gold Associates.

Meyer é habilidoso com tecnologia, com conhecimentos amplos adequados para trazer o foco de entrega da tecnologia de microprocessadores para consumidores em bases consistentes, segundo Gold.

Entre as decisões questionáveis de Ruiz à frente da companhia estão o processador triple-core Phenom, que foi lançado no começo deste ano, destaca Gold. O chip de três núcleos foi construído sob a base de quatro núcleos, com um deles desabilitado. Ruiz deu foco às margens de lucro e falhou ao explicar seu propósito efetivamente, na opinião de Gold.

Outro fracasso da empresa sob a liderança de Ruiz foi a execução por trás do design, manufatura e entrega do chip de quatro núcleos Opteron, também chamado de Barcelona, afirma Nathan Brookwood, analista da Insighnt 64. As expectativas para o Barcelona eram altas, mas a AMD perdeu vantagens no mercado para a Intel dois anos depois que teve de executar e entregar o Barcelona, acredita.

“Barcelona foi um desastre absoluto”, afirma Brookwood. Investidores e o mercado financeiro exigem de Ruiz a capacidade de negociação para a obtenção de pequenos lucros há bastante tempo, segundo Brookwood.

O mercado esteve infeliz com sua decisão de adquirir a ATI, com seus 5,4 bilhão de dólares, em 2006. A aquisição teve peso na tentativa da AMD de reduzir custos e também para dar retorno em receita, com a companhia assumindo a carga de 880 milhões de dólares no segundo trimestre de 2008 por causa da aquisição.

“Se você no conselho de diretores, você tem de questionar (a liderança de Ruiz) e o board concluiu que ele não é a pessoa certa”, diz.

A AMD tem postergado por alguns anos a decisão de ser uma companhia com mais foco em tecnologia, mas isso está levando tempo demais para acontecer, na opinião de Dean McCarron, analista da Mercury Research.

Como a companhia deu foco no design e no desenvolvimento de microprocessadores, Ruiz pode focar na estratégia de gerenciar recursos para delegar suas propriedades de manufatura e reduzir os gastos de capital para colocar a AMD de volta nos trilhos. “Fábricas são caras, exigem capital e custa dinheiro para manter a infra-estrutura”, destaca McCarron.

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