Negócios
Arcon reestrutura operações e planeja crescer acima de 45% em 2008
A empresa, que passa a ter foco em prestação de serviços de TI, informa que realizou investimentos de R$ 1,6 milhão nos centros de operações localizados no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Por Tatiana Americano, da Channel World
Neste ano, a Arcon deve colher os frutos do processo de reestruturação dos seus negócios, iniciado há cerca de dois anos. "Em 2008, queremos atingir um faturamento de R$ 13 milhões", projeta Marcelo Barcellos, diretor-geral da companhia. Ele lembra que o resultado representa um incremento de quase 45% sobre os números do último ano, quando o grupo atingiu os R$ 9,1 milhões. "E pode ser considerado um índice agressivo, principalmente, se levarmos em conta que ainda estamos na fase de implementação das mudanças", acrescenta Barcellos.
As transformações citadas pelo diretor-geral - que começaram a ser implementadas no início de 2008 - tiveram como intuito mudar o modelo de negócio da companhia, a qual passou de integradora de soluções para prestadora de serviços de TI. O objetivo da transição, detalha o executivo, foi acompanhar a própria demanda do mercado. "Já que as empresas têm enfrentado dificuldades em gerenciar a infra-estrutura de TI, por conta da complexidade das soluções e da própria falta de profissionais capacitados", justifica o executivo.
Com base nessa premissa, o modelo de negócios desenhado pela Arcon prevê a oferta de serviços gerenciados de TI para ambientes de alta complexidade. "Assim os clientes podem trocar os investimentos em hardware, software e pessoal por um custo mensal", pontua Barcellos, enfatizando que a principal oferta da empresa nesse novo modelo envolve o gerenciamento de segurança da informação.
Junto com as ofertas - que envolvem também gestão de redes, servidores, estações de trabalho e aplicações -, o executivo conta que as mudanças impactaram na contratação de profissionais, ampliação do quadro societário da integradora, aumento no número de parceiros da indústria e em novos centros de operações.
"Ao todo, investimos R$ 600 mil no Rio de Janeiro e outros R$ 1 milhão em São Paulo", destaca o diretor-geral, lembrando que as duas cidades devem concentrar todas as operações da companhia, que pretende atuar com clientes de todo o território nacional.
Sobre o perfil de clientes que devem ser atingidos com esse modelo de gestão de serviços, Barcellos informa que, no primeiro ano (2008), a Arcon vai focar suas ofertas na atual base de clientes ativos, composta por 70 a 80 empresas de médio e grande portes. "Porém, esse número tende a crescer nos próximos anos", acrescenta.
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